Em jeito de crônica do séc. XX
Alguma página de um qualquer livro, fará a descrição dos acontecimentos. As situações aconteceram já fazem parte da história de Salvaterra de Magos. Um dia de 1997, houve festa efusiva e havia motivos para isso, quem perdeu as eleições autárquicas assistia com respeito, era seu dever, teve humilde para ver aquele deslumbramento em frente à Igreja Matriz de Salvaterra de Magos, onde o champanhe correu pelas gargantas dos novos autarcas eleitos e seus apoiantes. A coligação CDU, destronou o Partido Socialista, após duas dezenas de anos de poder maioritário no concelho. Depressa foi urdida, uma maquiavélica encenação de demonizar os perdedores. Pedidos de Inquéritos, informações públicas através da comunicação social. Algumas instituições/colectividades e festas da terra, foram postas em “banho- maria”, com pessoas de confiança. A perseguição mais latente, deu-se quando o grupo tomou a peito usar as “labaredas do inferno”, para cercar o demônio que estava bem à vista – os dirigentes dos bombeiros. Alguns foram autarcas, ou apoiantes que tinham perdido as recentes eleições.

Informações para os jornais e televisão, estiveram nos seus desígnios, em dia festivo aconteceu (por coincidência), havia desfile de Fanfarras na vila, promovido pelos homens da corporação. A policia, manhã cedo procedeu a capturas, pois já tinha mandatos de prisão. Entrevistas para telejornais, foi de ver a azáfama de alguns depoimentos de membros do grupo, com cenário e sitio preparado. Havia que enlamear, denegrir os adversários políticos perdedores. Em Dezembro de 2005, tudo foi esclarecido, os acusados acabaram por sair da barra da justiça, com a cabeça erguida, limpos, como aliás sempre estiveram na vida.
O grupo depressa desmembrou-se, porque os mais importantes; Presidente da Junta de Freguesia de Salvaterra e Presidente da Câmara, não estavam pelos ajustes de continuarem a respeitar o dogma dos seus princípios comunistas, em que tanto acreditaram e preconizavam para outros os seguirem. De uma assentada, levaram consigo alguns, que eu diria com alguma alegoria: “seguidores sem pensamento”, passando a fazer parte de uma força politica, mais à sua esquerda – Bloco de Esquerda.
Passado a “o seu impetou destruidor” muitos membros do grupo, aconchegaram-se para a retaguarda, ou abandonaram (não viram satisfeitas as suas pretensões) tentando passar despercebidos, mas os seus nomes fazem já parte da memória do povo. Decerto um dia os seus descendentes vão saber, que pertenceram a uma “fornalha”, que esteve no poder 4 mandatos, 16 anos, e alguns da equipa, apegados estão ao poder, que querem apenas mudar de cadeira, pois “.... temos obra feita” é novo slogan!....
A par do que já descrevi, em 15/8, quanto à conservação dos monumentos de Salvaterra, muitas “coisas” ainda haveria para contar. Talvez um dia!....
Nesta crônica, para que os mais novos, as gerações que têm poder de decisão - votando, não ficarem previdos desta afirmação “Não me diga, vou todos os dias para a Câmara, e não vi nada disso!....” Era uma resposta, a uma pergunta que fiz à presidente da câmara, em 2007, em plena Assembleia Municipal, quando da destruição dos ninhos das Andorinhas, em tempo de criação, nos beirados do edificio camarário. Ninhos, que em documentos de séculos são descritos lá existirem. O sarcasmo sempre presente. Tirem as vossas conclusões!...
Nota: Foto 1 - Comandante; Carlos Leonel Duarte, Joaquim Mário Anão e Dr. José Gameiro dos Santos, saídos do tribunal, ilibados das acusações e difamações de que foram alvos. * Foto 2 - O beirado do edifício camarário, com os ninhos derrubados * Foto 3 - Ninhos no chão, com pequenas andorinhas mortas no chão, era época de criação.
JOSÉ GAMEIRO