Terça-feira, 31 de Dezembro de 2019

CRONICA DO NOSSO TEMPO - A Minha Primeira Grande Penda de Natal

RECORDANDO!
A MINHA PRIMEIRA GRANDE PRENDA DE NATAL
Em Salvaterra de Magos, o tempo de Natal já andava afadigando as jovens mães, mesmo nos trabalhos no campo. Aí, conversavam umas com as outras: – Não sei o que comprar este ano para por no sapatinho do meu filho!

O Ano de 1948, estava chegando ao fim, as vindimas já tinham acabado e, a ceifa do arroz estava prejudicada pela chuva que não deixava de cair havia alguns dias.
Minha mãe, na loja do Francisco Henriques, lá comprou; oleo para fritar, farinha e arroz, canela e outras especiarias. Não deixou de comprar umas broas de milho e alguns chocolates, entre outras pequenas goluseimas para mim.

Meu pai, já tinha guardado em casa uma abóbora, que colheu na sua Calhandra/Boiça (pequena horta), lá para os lados do Tejo, tinha já a promessa do seu padeiro; Francisco Peste, que lhe oferecia um pedaço de fermento.

Na tarde do dia 24 de Dezembro, minha mãe não foi trabalhar – o patrão, tinha dado ao rancho o meio dia!

De tarde, antes de me ir buscar a casa dos pais - meus avós, que moravam lá nos Quartos da vila, já tinha cozido a abóbora. Na mesa lá estavam à mão, a garrafa de aguardente que acompanhei meu pai  na compra, ao Adegueiro; José Rato, ali perto, na Adega do Dr. Lino, e o leite que os meus avós, lhe ofereceram!

A nossa casa era na rua Debaixo dos Arcos (Rua Heróis de Chaves), e a tarde já ia alta, quando meu pai chegou a casa – foi dispensado da Câmara municipal, onde trabalhava, e depressa lá foi amassando a farinha e a abóbora, num grande alguidar de barro. As laranjas estavam ali à mão num cesto de verga!

 Quando fazia a cobertura da massa com uma manta, para levedar, a vizinha; Mariana Costa (Paiva), mãe do António Carlos e da Maria Amélia, crianças da minha criação, bateu à porta trazendo um prato com umas fatias  de bolo podre, que não deixou de repartir da sua mesa - era uma especialidade de séculos na terra, e feito pelas gentes de maiores posses económicas, em épocas  festiva.

Meu pai, homem de “engenhocas” depressa de um fio de cobre fez um passador para a fritura dos velhozes (1), e na chaminé antiga de boca larga, lá foi num fogão a petróleo, fritando pedaços da massa, que pareciam ovos, enquanto minha mãe, ao lado num outro fogão, mexia com uma colher de pau, o arroz para fazer arroz doce. Eu, curioso acompanhava aquela azáfama dos dois!

Os potes com água, que minha mãe tinha ido buscar ao Curral do Freires, estavam por ali perto no chão. Aqueles doces, fariam a alegria da nossa mesa no dia de Natal.

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A noite já dava mostras da hora de curtir o sono, e lá ouvi meus pais – Zé, vai buscar o sapatinho para por na chaminé, o Pai Natal traz a tua prenda, ele vem visitar a nossa casa!

Nessa noite, dormi desassossegado – manhã cedo, lá estava num grande embrulhado, um ciclista de madeira. A minha primeira grande prenda de Natal, pois nos anos anteriores, tinha sido um par de meias!
José Gameiro

 

 

*****
Nota: O autor não segue o Acordo ortográfico de 1990
*****
(1) - voz do povo/ Dicionário – Filhoses

Foto: retirado do Facebook

publicado por historiadesalvaterra às 11:10
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Domingo, 29 de Dezembro de 2019

CRONICA DO NOSSO TEMPO * MATAR O BICHO/ ou ENCHER O BANDULHO,

MATAR O BICHO/ ou ENCHER O BANDULHO,

era um hábito de linguagem das gentes que trabalhavam a terra na Leziria ribatejana, que vinha de gerações. Ainda só tinham passado 30 anos do século XX, já o Zé Pataco (alcunha que lhe vinha de família desde o seu avô; Luis Galricho), tinha grande aversão ao vinho e, não deixava passar a oportunidade para dizer aos filhos - maldito álcool, que tolda a alma e o espirito, causando tantos estragos numa familia.

 Realmente só em dias de festa lá acompanhava com uma bebida espirutuosa, pois o seu mata-bicho era sempre em casa, com uma caneca de café e  um pedaço de chouriço que sobrava da ceia, num naco de pão.

No entanto já chefe de família, na época das vindimas, chegou a trabalhar nos lagares da grande Adega que existiu no Largo dos Combatentes - bem dentro da vila de Salvaterra de Magos e, aí com o seu Adegueiro; Manel da Repolha, aprendeu a fazer o Vinho, Aguardente e Bagaceira. Anos mais tarde, como gostava sempre de aprender mais e melhor, já na sua Calhandra, ali para os lados do Tejo, plantou uma Ginjeira, e todos os anos colhia as ginjas para fazer em casa uma deliciosa bebida - Ginja com elas!

As arrelias que passou por causa das tabernas, era coisa que o acompanhava e, se lembrava bem daquele tempo, poucos anos tinham passado depois que terminou a guerra mundial, havia poucas tabernas em Salvaterra, podiam-se contar pelos dedos de uma mão. O João da Pança, o Vitorino Marreco, a Anunciada e o Artur Xavier. O homem rural, ao sair de casa, bebia nas tabernas da vila, o seu Mata-bicho - um copo de Aguardente, pois o Abafado era coisa que pesava no bolso.

Aquela hora da madrugada estavam em Jejum, tinham-se levantado com os primeiros cantos dos Galos (5 da matina), pois o almoço no campo era já pelas 10 da manhã, depois de umas 4 horas horas de bem cavar a terra.

- Os grupos juntavam-se na ponte da vala real, antes de iniciarem a caminhada a pé de uma boa hora de marcha, o trabalho começava ao nascer do sol, e terminava depois deste se por, lá para os lados da serra de Sintra. Como diziam!

 

42366742_1976409269101665_2103747888650649600_n.jpNo cais, existiam a taberna do Miguel, e uma outra pequena, da família de Artur Pinto. Esta, que mal dava para meia dúzia de pessoas em pé, por vezes era aí o seu ultimo Mata-bicho, e se trocavam a saudação de “um Santo Dia” com os Pescadores e Marítimos, que por lá já andavam. De regresso a casa, o luz-fusco já os acompanhava, e alguns que moravam na Azinhaga da vila,depois da ceia, lá davam um salto à taberna do João da Pança,sendo um homem mediado de altura, usava além do um cinto uns suspensórios de tiras de cabedal para segurar as calças - a alcunha, veio-lhe por ter o estômago muito dilatado.

Ali, jogavam uma cartada da bisca, e bebiam um copito. A casa tinha um pequeno pial em pedra à porta, que dava jeito nos dias de verão, para estarem à conversa e fumarem uma cigarrada!

- Alguns esqueciam-se do tempo, e regressavam já com a cabeça a toldar - em casa havia ralhete: a mulher sempre se atrevia a dizer, já vens com o bandulho cheio, e os rapazes sem comer na mesa, porque não há dinheiro para o comprar na loja da Celestina.

 

2 Sem nome.pngO Vitorino Marreco (alcunha desde menino por ter uma anomalia na coluna, primeiro foi aprendiz de alfaiate), era o 7º e último irmão do Ti Toino Pataco. Estava estabelecido, na rua da Farmácia, a sua clientela era mais de tarde e noite, por ali paravam os mestres de oficio, que se entretinham até à hora de curtir o sono. As 12 badaladas se ouviam no sino da torre da Igreja, ali ao lado. Esta taberna - veio mais tarde a ser explorada por Sebastião Cabaço, e ainda por Manuel Nunes, homem conhecido por Manel Renaca.

- Na Taberna da Anunciada, a meio da pequena Azinhaga, no Arneiro da vila, logo ao cair da noite era colocada no portal a lanterna com a vela acesa. Era local de encontro dos homens da urbe - gente dos ofícios e da escrita, por ser sitio mais escondido. para se jogar o chinquilho, no seu quintal (1). O povo rural era quase todo analfabeto.

- A rudeza da vida no campo, iniciada desde menino, a forma de alimentação e o beber sem rega, levava muito homem poucos anos depois de viverem meio século, já serem vistos como gente velha!  - Os campinos, aqueles que andavam guardando os toiros bravos na Leziria, tal como todos os 3 irmãos, filhos de Luiz Galricho (de alcunha o Pataco), era gente que vinham a casa de 15/15 dias,  e já na vila depois do cavalo guardado nas cocheiras da Abegoaria  da casa, passavam pelo escritório do patrão e recebiam a soldada. O barbeiro, era o passo seguinte e não deixavam de passar pela taberna, bebendo o seu copito, mas aí muitas vezes esqueciam-se que tinham uma prole de filhos para alimentar e gastavam um pouco do dinheiro acabado de receber.

 

cAMPINOS.pngIsso acontecia com o Ti, Toino Pataco, o que dava azo ao filho Zé, o mais velho, muitas vezes noite dentro, lá ia buscar o pai à taberna do tio e, daí começou o seu azedume ao vinho.

 O Toino Pataco, era aguardado pela Emília, sua esposa , que vinda da beira ficou por cá, agora rodeada de filhos, mesmo trabalhando no campo tinha em casa, na Rua d`Água, algumas ovelhas, e cabras no quintal, de onde ganhava uns tostões fazendo queijos.

O meu avô paterno, no dobrar do séc. XX, já vivia numa casa abarracada, na estrada do Rego - onde tinha umas cabeças de gado. Das vacas tirava o seu sustento, vendendo leite à garrafa.

Ali, na década de 60 gostava de me contar a sua vivência de campino - recordações que registei (2), mas já pesado de corpo e alma, ainda bebia o seu copito, e quando isso acontecia, ficava toldado, e era de vê-lo, com uma garrafa no alto da cabeça, bem equilibrada, e gaiata de beiços, tentando dançar o fandango, como o fazia em novo, quando manejava bem o pampilho, naquela arte de campino e, procurava os bailes das barroas que vinham fazer as temporadas de trabalho nos campos da Lezíria, ali juntinho à borda d`água. O Ti, Tonho Pataco, fez a última jornada de campo, guardando éguas afilhadas, na Casa Agrícola de Salvaterra, José de Menezes & Irmão.*José Gameiro

O Autor não segue o Acordo Ortográfico de 1990

*****

Textos Apoio: (1) Esta taberna, foi descrita no Conto o” Último Dia do Lobo em Salvaterra”, de José Amaro - década de 30, séc. XX * (2) Livro Pedaços da Tauromaquia na vila de Salvaterra de Magos- Autor

Fotos: 1) Campinos da Casa Agricola Roberto & Roberto, e do Autor 

*José Gameiro

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Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019

CRONICA DO NOSSO TEMPO - Voltei a ver os Retábulos do Tecto, Valeu a pena esperar 35 anos

OS PAINEIS DO TECTO APARECERAM  - VALEU A PENA ESPERAR, 35 ANOS!

Continuam a esperar melhores dias na esperança de um qualquer Mecenas que, suporte os elevados custos da sua reparação!

“De manhã, o tempo já não mostrava sinais de tanto vento agreste!

Durante o dia e noite anterior, sentiu-se aqui em Salvaterra de Magos, as rajadas que tinham fustigado o pais - o vento chegou em alguns momentos a rondar os 150 Kms/hora, registados em Lisboa.  Naquele dia 11 de Novembro de 1979, eram cerca das 17,00 horas,  estava eu, dentro de água da cheia, ali em frente à taberna do Camilo, para obter algumas fotos da capela da Misericórdia, que já mostrava algumas rachas nas paredes – ameaçando cair!

O que se esperava aconteceu!

 

2 Sem nome.pngA parede – lado norte caiu, sendo acompanhada do desabar do telhado e algumas divisões daquele templo religioso,  uma construção aqui conhecida já no séc. XVII.

As suas telas que cobriam o tecto, estavam no chão!

Dias depois fez-se a limpeza, e aquelas painéis que, mostram passagem da vida religiosa da Virgem Maria, foram depositadas na Capela real – esperando melhores dias.

Houve um contacto para a sua reparação, com a Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, na área do restauro, visto os custos serem de levada monta – insuportáveis  para a Santa Casa da Misericórdia da terra. Com o apoio da Câmara, conseguiu-se que durante dois anos, sem custos, ali estiveram alunos em fim de curso.

 Os retábulos depressa dali desapareceram!

 Anos depois, o Jornal Vale do Tejo-JVT, com redação em Salvaterra, publicou uma reportagem sobre o paradeiro daqueles retábulos e, a jornalista Sandra Pereira, pediu-me o empréstimo de algumas fotos, daquele sinistro que vitima do tempo. O então Provedor da Santa Casa; Armando Oliveira, disse: existem outras prioridades – pois os custos das reparações são incomportáveis!

 Quanto ao seu paradeiro, nada disse e, mesmo a miúdas vezes que lhe perguntávamos, a resposta era lacónica e, em 2016, graças à gentileza do novo Provedor da Santa Casa de Salvaterra de Magos; Francisco Viegas, vi aqueles quadros numa arrecadação daquela Instituição ( Sede, Lar/Centro de Dia) – mal arrumados e lá tirei algumas fotos.

Valeu a pena esperar, 37 Anos para voltar a vê-los!

Continuam a esperar melhores dias na esperança de um qualquer Mecenas que, suporte os elevados custos da sua reparação!

*José Gameiro

 Nota: 1) Os painéis no tecto da Capela da Misericórdia - 1950 * 2)Tecto da Capela sem os Retábulos ( Passagens da Vida da Virgem Maria) - 1980 * 3) Um dos Quadros Empilhados - 2016 *As paredes da Capela, acabadas de cair - 1979 *4) O Provedor; Francisco Viegas, mostra os painéis empilhados - 2016 * Fotos do autor 

publicado por historiadesalvaterra às 15:22
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Domingo, 1 de Dezembro de 2019

CRONICA DO NOSSO TEMPO - A ALBERGARIA MEDIEVAL EM SALVATERRA DE MAGOS

                                A ALBERGARIA MEDIEVAL EM SALVATERRA de MAGOS

A peregrinação desta parte da Hispânia junto ao Oceânio, ao túmulo do Apóstolo, Santiago, na Galiza, que segundo algumas histórias, teve inicio e foi motivada, com a visita de Francisco de Assis, ao tumulo do ossário daquele que foi seguidor de Jesus Cristo. Os peregrinos usavam os antigos caminhos romanos, e teve tempos áureos nos séc. XI e XIII.

O edifício da Albergaria, construção já conhecida na Idade média, desde o reinado de D. Dinis, ladeava o sul da Capela da Misericórdia, ali a dois passos  do curso de água a caminho Tejo - ponto de entrada marítima de Salvaterra de Magos.

A existência de uma outra Ermida, com Hospício, no Largo S. Sebastião, para curar o povo da terra, dependia do Pároco da freguesia local. Ambas foram descritas nas Memórias Paroquiais da vila, incluídas no inquérito de 1758. Esta enfermaria, como a primeira que, já estava em desuso, acabaram destruídas com o terramoto de 1909 (1).

Fotos Sem nome.png

Com o decorrer dos tempos, quando os reis de Portugal, instalavam a corte durante alguns meses em Salvaterra, para gozar dias de recreio, D. Pedro II (1648-1706), o monarca que esteve num golpe, retirando a soberania do reino ao seu irmão; o rei D. Afonso VI e, desposou a cunhada, passou a ser hábito - rezar nas partidas e chegadas, na pequena Capela, perante a imagem de Nossa Senhora da Conceição.

O povo esperava a passagem do cortejo e dava –vivas ao rei!

Sua Alteza, acompanhado de convidados e visitantes estrangeiros, manhã cedo participava em montarias, na Coutada real da vila. Nos despachos, não deixou de dedicar alguma atenção às carências nos monumentos da vila – o Paço real e a sua capela. receberam algumas obras, e os seus jardins foram aformoseados.

A Igreja Matriz, e a Capela da vala, também viram as despesas custeadas pelos cofres do reino e, segundo alguns documentos o tecto do pequeno templo -forrado com painéis, com passos da vida religiosa foram conservados(2).  Nos folguedos pelas ruas da vila, os sete príncipes reais, acompanhados das amas, não deixavam de rezar na pequena Ermida e visitar os doentes na Albergaria anexa. Ali, perto no cais, não lhes dava enfade e era motivo de agrado, verem o trânsito dos barcos e dos pescadores, e  apreciavam os afazeres dos calafates.

A jovem princesa; D. Isabel Luísa Josefa de Bragança (1669-1690), Princesa da Beira, guardava algumas horas depois do almoço para bordar, e manifestou o seu desejo às suas camareiras, que gostaria de oferecer um Manto a N. Senhora da Conceição, com os seus bordados – para uso em dia de procissão, realizando-se a 8 de Dezembro, com as ruas cheias de devotos. Quando das obras, na capela, não deixou pedir ao rei – seu pai, que lhe fizesse mercê de autorizar, que usasse o seu pecúlio, custeando o custo de abrir duas portas, que passariam a ligar a Capela à Albergaria – para os peregrinos doentes, terem um acesso fácil e directo ao templo. As portas abertas no séc. XVII, estão agora à vista num espaço ajardinado!

*José Gameiro

**********

Nota:

(1)Na década de 60 do séc. XX, tendo o telhado do edifício anexo à capela, desaparecido, após o terramoto de 1909, apenas a sua parede na antiga rua Direita, ostentava em cima do portal uma pedra em mármore rosa – lembrando que ali existiu uma Albergaria. Essa placa foi transladada para a parede (muro) do fundo daquele novo espaço ajardinado. Obra custeada pelo lavrador; João Oliveira e Sousa que, vivendo numa moradia em frente, recebeu autorização da Câmara Municipal, para urbanizar aquele espaço com um ajardinado. 

(2) Com a cheia e vento, em 1979, parte da capela caiu, levando ao desabar do tecto. Recolhidos estes, estiveram alguns anos na Capela real, onde receberam alguns reparos * Mudados para uma dependência do Lar/Centro Dia da Misericórdia, ali aguardam a sua reparação.

*José Gameiro

*********

Doc. de recolha do Autor e elementos retirados do Livro “A Misericórdia de Salvaterra de Magos” – Autor Dr. José Asseiceira Cardador

Fotos:  Manto 2012, Jardim e Capela 2019, Do autor * Da, Princesa Isabel Luísa -  Faceboock

publicado por historiadesalvaterra às 19:17
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