Ainda foi há pouco tempo. Foi a 15 de Fevereiro que registei a sua chegada a Salvaterra de Magos, no beirado da minha casa. Foi um casal.
Um filho deste, ainda andou por cá volteando, mas depressa foi arranjar companhia. Este, último era do ano passado, (vê-se o ano de nascimento, através da cor da anilha - marca o ano), pois tenho sempre à mão uns binóculos.
Uso algumas anilhas, que me vão sobrando das crias dos meus canários, e como o ninho está debaixo de uma varanda, e as andorinhas são da família Hirundinidae (Delichon urbica), ( fazem ninho tipo tigela), tenho acesso à sua abertura através do uso de um pequeno escadote. Logo aos 7/8 dias de vida, é tempo de anilhar as crias. Umas vezes são 4, outras ninhadas são 5 filhotes. É uma beleza, ver o voltear constante destas aves.
Primeiro, num vai vem, se for caso disso na reparação do ninho – usam lama e um liquido espesso (saliva), para fazerem a colagem. Mais tarde, o macho dá de comer à fêmea quando esta está no choco, até que chega o tempo desejado, o nascimento dos filhotes.
Desde manhã cedo até ao cair do dia (o luz-fusco é melhor, os insectos estão mais visíveis), alimentação é um trabalho constante do macho, que dá a alimentação à fêmea. Mais tarde quando os filhotes estão com pena crescida, os dois progenitores, em constantes visitas ao ninho alimentam-nos. Estes, piam mais forte quando sentem a sua chegada. A alimentação é sempre para um, raro é alimentarem o mesmo duas vezes seguidas, tão rápido é este momento, que quase não chegam a poisar.
Quando o bico está um pouco amarelado, e parte do corpo já muito fora do ninho, estão perscrutando o ambiente que os rodeia. As fezes são sempre feitas fora do ninho. Devido à sua forte acidez e negritude (devido à alimentação), o chão fica queimado, especialmente da urina. Utilizo um jornal, no chão, para o cimento não sofrer os seus danos.
Ontem pelas 11 horas da manhã, o ninho estava vazio. Percorri o olhar pela redondeza e, a uns 50 metros, num fio lá estavam 4 pequenas aves piando, com os pais sempre em voos constantes a darem-lhe de comer e incentivos para voos mais largos. Voar para a vida!...
Estava assim feita a primeira criação do ano. Um outra será de seguida, até Agosto.
Em Setembro, é tempo de reunir e, lá vão todas as Andorinhas em bando procurando temperaturas quentes, especialmente terras de África (Marrocos, Argélia, etc.)
O homem, recebe destas aves uma grande ajuda, comem milhares de insetos, especialmente melgas e mosquitos, que abundam por aqui, nas redondezas existem arrozais e nalguns pântanos de água estagnada, e ainda há quem destrua os ninhos destas maravilhosas aves.
JOSÉ GAMEIRO
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