Nos últimos séculos, ser autarca e estar à frente de um município, era coisa para personalidades bem conotadas com o poder instituído, para além do seu estado socio-económico ser bem visível perante a população.
Eram escolhidas, entre um restrito leque de pessoas de boas famílias da terra; lavradores e licenciados, portanto pessoas com uma cultura elevada para a época, o que levava-os muitas vezes a repetir o mandato e, às vezes os que os sucediam tinham um grau de parentesco muito próximo.
Fazendo uma recolha sobre esta causa pública, encontrei, desde o séc. XIX, até ao advento da democracia, após o longo periodo da ditadura salazarista, casos desses no meu concelho. O tempo passou, no meu caso, um dia dei comigo a ser autarca, tinha aceite estar ao serviço do meu concelho, na Assembleia Municipal do concelho de Salvaterra de Magos, eram as primeiras eleições livres no ano de 1976.
Integrado na lista partidária, do Partido Socialista – PS, fui eleito pelo povo e, assumi o compromisso de servir, nos melhores princípios dos ditames republicanos.
Naquele tempo, o concelho estava muito carente de infra-estruturas básicas, que servissem a sua população. As sessões municipais, tiveram lugar inicialmente no salão da Casa do Povo de Salvaterra de Magos e, decorriam dias e horas a fio, pois o concelho bem precisava de grandes decisões para o seu desenvolvimento socio-económico e cultural
A presença dos autarcas neste órgão deliberativo e fiscalizador, não era remunerado, bem como o do executivo, mesmo assim, todos sob pontos divergentes programáticos e partidários, tinham em comum dar o seu melhor, pois o desenvolvimento do concelho, estava em situação prioritária.
Os ditamos republicanos, fixados em 1910, exigiam que o povo, mais claramente os seus melhores filhos, fossem os dirigentes com a inteligência e dedicação para a resolução dos seus problemas da comunidade municipal.
Assim, ser autarca era desempenhar uma função – era servir a coisa pública, embaído dos melhores valores cívicos, sem olhar a causas remuneratórias, que o beneficiassem pessoalmente, pois a humildade era um detalhe pessoal, para estar à frente de tão honroso cargo, ouvindo e servindo o povo.
Foram cerca de 20 anos que, estive disponível, ao serviço da minha comunidade, quer na Assembleia Municipal, quer na presidência da Assembleia de Freguesa de Salvaterra de Magos.
JOSÉ GAMEIRO
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