Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

UM CARRO DA GULBENKIAN - UMA FONTE DE CULTURA EM SALVATERRA DE MAGOS

Eram tempos de aperto, não só porque a fome apoquentava e se almejava saber mais, e as ” fontes “ eram de fraca oferta aqui em Salvaterra de Magos. naquele tempo, no inicio da década de 60 do séc. XX. Havia um escassa meia dúzia de jovens, e entre eles eu, que tinham acabado uns anos antes a escolaridade oficial, e queria saber mais. A noticia correu, e logo se esfumou de boca em boca. Um carro – biblioteca da Gulbenkian, uma iniciativa da Fundação criada em Portugal , pelo filantropo; Calouste Sarkis Gulbenkian, que fomentou a cultura em Portugal. Aquele pequeno carro vinha a Salvaterra uma vez por mês. Entre os mais interessados também se via um grupo mais zagalote, que não perdia ensejo, e todos de espera naquele dia aprazado, algumas horas no Largo da Câmara Municipal, à sombra do edifício da antiga escola.

 

 
 
 

Os grupos estavam separados a alguma distância, dava-nos conta um ou outro, que podia andar por ali alerta a policia politica, e os ajuntamentos eram uma “doideira” para todos. Lisboa, ficava a 50 Kms, que era uma infinidade de distância, para tempo de espera, e o carro vinha de lá manhã cedo, mas pelo caminho lá parava cerca de meia hora em várias localidade, para num ápice os leitores entregarem, escolherem nas prateleiras, ou encomendarem os livros que gostavam de ler, para virem na próxima visita. Que bom foi, muitos poderem passar a gostar de ler, assuntos e autores, que de outra maneira, não estavam ao alcance de alguns. Foi um bom inicio de cultura. O Estado Novo , entre muitas coisas de aperto, tinha na sua politica; o povo viver na ignorância, quanto menos cultura tivesse, menos sabia, menos exigia. Ainda se mantinha este estado de coisas, quanto numa madrugada de Primavera, de 1974, os capitães militares, em Abril trouxe ao povo, vida nova e novas formas de sonhar – era a sua liberdade, não houve convulsões e tiros, apenas nos canos das espingardas dos soldados se viram cravos vermelhos. O povo cantou – Grândola . Que sejas infinita!... JOSÉ GAMEIRO

publicado por historiadesalvaterra às 16:30
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