Segunda-feira, 23 de Dezembro de 2013

CRÔNICAS DO MEU TEMPO!....

Um dia, em 1997, entrevistei Josefina Vidigal, nascida em 1914.  Ao longo da sua vida adoptou o nome Josefina Gonçalves, pois casou com o alfaiate Francisco Gonçalves.

A entrevista correu na sua casa, mesmo ali ao lado das antigas instalações do que foi o Café  Progresso.  No decorrer da amena conversa que mantivemos durante muito tempo, além de me fornecer muitos dados do inicio de teatro “Grupo de Teatro Beneficência Salvaterrense”, com o seu percurso de representações, deixou-me um memorial e no final ofereceu-me muitos programas dos mesmos que ainda guardo. 

 

 

 

  Quando falava dos seus colegas actores,  muitas vezes, a voz embargava-se-lhe de saudades do convívio, que teve na sua juventude. Falava em todos, um por vezes vinha mais à baila, o nome de Carlos Almeida,  como sendo um artista que empulgava a ssistência, nos papéis por si desempenhados, sendo convidado para subir um pouco mais, ir até aos teatros de Lisboa, nunca aceitou, pois muito gostava da sua arte - Carpinteiro de profissão.

 

 

 A Jusefina, faleceu de acidente, em Espanha no ano seguinte, na companhia de um neto.  Conheci bem Carlos Almeida, mesmo sendo ele já muito afectado por uma doença que o apoquentava, não deixava de cumprimentar mesmo os mais jovens, como eu, com uma elegângia que o caractizava no trato, faleceu em 1972. 

 

 

 

O tempo passava, por volta de 2002,  casualmente deparei numa antiga e degradada janela de madeira, na EN 118-2 (entrada de Salvaterra),  que tinha umas marcas a fogo, de ferros, que me paraceciam “ provas” de ferros de casas agricolas, muito em voga, ainda no dobrar do século XX. Aquela janela, estava inserida entre a antiga oficina, que foi de Carlos Almeida e uma de Ferreiro, de João Augusto Borrego (anos mais tarde de Manuel da Graça).  Esta “descoberta”, levou-me ao meu espólio de documentos,  pois tinha uma ideia que já tinha lido num folheto informativo sobre Salvaterra, que em 1931, Carlos Almeida era referênciado como grande mestre, afamado na arte de madeiramentos, em casas e na construção de carros em madeira.  Aqui fica o registo para que conste!....

 

JOSÉ GAMEIRO

publicado por historiadesalvaterra às 12:42
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre o autor

.pesquisar

 

.links

.arquivos

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Abril 2016

. Setembro 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Março 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Dezembro 2010

. Outubro 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Abril 2008

. Dezembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

.tags

. todas as tags

.Fevereiro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
21
22
23
24
25

26
27
28


.VISITANTES

blogs SAPO

.subscrever feeds