Sexta-feira, 23 de Agosto de 2013

O PODER, AJUDA AQUECER A CADEIRA!....

Chegados ao poder (a cadeira é apetecível) alguns não perdem pela demora em por em marcha, uma estrategia que um dia leram na cartilha, do quero posso e mando!..
Não são humildes, vem-lhes ao decima todo o ressentimento ajustado a quem lhes antecedeu. Estes, são demonizados, todos os argumentos, todas as conjecturas são possíveis e usadas, no seu “doirado” reinado, Esquecendo-se que um dia poderá chegar o dia deles, e que as gerações vindoras não os lembrará, dando azo ao esquecimento da sua passagem pelo poder autárquico da terra.

Um dia, de 1993, estava eu, como presidente da Assembleia de Freguesia de Salvaterra de Magos, eleito nas listas do partido socialista, tomei em mãos, era o local certo, para a realização de uma necessidade premente na freguesia. Foi concedido pelo executivo câmarário, a cedência de poderes para uma COMISSÃO (1), doar a Ruas, Trav. Largos da Freguesia, nomes dos seus insignes filhos, que ao longo dos tempos tinham honrado a terra onde tinham nascido. Era um pedido que me vinha sendo negado, pois aí apenas usava a caneta e as páginas do jornais – pedia justiça, para o filantropo; Gaspar Costa Ramalho, que lhe fosse concedido o seu nome a uma artéria da vila.
A família de Costa Ramalho, por mim consultada, não sentia desprimor a rua onde tivera habitação e lhe nasceram os filhos – Rua Cândido dos Reis, esta toponímia, por sua vez já tinha destronado o nome de Santo António, que vinha muito antes do séc. XVIII.



No dia 13 de Julho de 1992, em sessão de câmara, foi aprovada (constando em acta), por proposta do vereador da CDU, José Domingos dos Santos, que o topônimo GASPAR COSTA RAMALHO, estava muito bem no novo ruamento, que partia do Celeiro (agora Mercado Municipal), rua 31 de Janeiro até ao Palácio da Falcoaria. Tal decisão foi posta na gaveta e não mais se falou no assunto. Continuei a insistir, os jornais davam-me guarida, mas nada conseguia, o poder não ouvia os meus apelos – mesmo descrevendo a benemerência, de tal filho da terra. Com a referida COMISSÃO, a funcionar, com João Nunes da Silva e José Domingos, da CDU, Rafarel João Alcântara da Silva e Manuel Oliveira, PSD e Joaquim Antão, PS, e por por mim próprio que presidia.
As reuniões foram “um mundo de dificuldades” às minhas propostas devidamente documentadas com as biografias de: Gaspar da Costa Ramalho, Luiz Augusto Rebelo da Silva, Luiz Ferreira Roquette de Melo Travassos (1º Barão de Salvaterra de Magos), José Soriano de Souza (Frade; José Soriano), no Convento de Jericó, Francisco Ferreira Lino e Francisco Porfírio Albano Gonçalves (Boticário na vila) e José Teodoro Amaro, foram simplesmente ignoradas, até mesmo “denegridas” por outras propostas apresentadas no momento – só para atrapalhar!.....

O representante da CDU, João Nunes dos Santos, em várias sessões foi fértil, na achincalhação comparativa (2). Chegou-se mesmo à situação do representante da CDU, José Domingos, apresentar a proposta, para uma sua amiga, acabada de falecer – a escritora Manuela Montenegro (Maria Manuela Pimentel Montenegro e Rodrigues, natural de Poiares. A família, estava na disposição de doar o seu espólio à biblioteca municipal, informou. Devido às dificuldades encontradas, em Assembleia de Freguesia, de 16 de Abril de 1993, foi deliberado a extinção daquela COMISSÃO, dado conhecimento ao executivo camarário, em 26 do mesmo mês, com um processo anexo. O tempo passou, muitos políticos desta escola, estiveram largos anos na cadeira como: João Nunes dos Santos, que teve uma maioria a apoiar as suas decisões - Um dia, houve festa em Portugal, o presidente de Timor, visitava o país, o povo engalanou-se em cortejos, a Freguesia de Salvaterra, acompanhou os festejos e decidiu doar um nome a TIMOR LOROSAE, destronando a rua TRÁS DA IGREJA, nome que vinha e era uma referência do após Terramoto de 1909. Recentemente, a Freguesia, foi "inundada" de nomes que nada têm a ver com os insignes filhos e que honraram a sua terra - Nesta leva de topônimos, o de Gaspar Ramalho, encontrou lugar entre a rua Padre Cruz e a Rua Pe José Diogo (em frente à Misericórdia). Os Irmãos Roberto(s), foram esquecidos, mas se nos debruçarmos no seu testamento, as instituições da terra, não foram esquecidas. O povo não teve conhecimento antes destas decisões. Existe muito mais, estejam atentos!.....

(1)- Noticia no Jornal Vale do Tejo, edição 24, de 29.1.1993
(2) – Achincalhação – (Derv.reg. de achincalhar)

JOSÉ GAMEIRO
publicado por historiadesalvaterra às 18:53
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