Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

ALDRABAS,BATENTES E ESPELHOS !

Há tempos, houve aqui em Salvaterra de Magos, uma exposição sobre Aldrabas e Batentes. Visitei-a e, com as fotos expostas, fiquei a gostar do género, pois para mim era uma novidade. Depressa despertou-me um interesse “será que na minha terra ainda existirá algumas coisas destas”. Era uma curiosidade a levar por diante! Percorri as ruas da vila, as habitações mais modernas e, aquelas que sofreram obras de conservação, nada mostravam nas suas portas coisa do género. O alumínio, desde a década de 70, do séc. XX, substituiu a madeira nas portas e

 

janelas, outros acessórios nas fechaduras, passaram a ser vistos. Os batentes, deram lugar à campainha eléctrica. Depressa, encontrei nas sete ruas antigas, da zona história de Salvaterra, velhas casas que ainda mantinham nas suas portas, bonitas Aldrabas e Batentes para além de Espelhos de Fechaduras.

 Há séculos usadas em Portugal, têm particular relevo no uso, no Magreb Pequeno (Marrocos, Sahará Ocidental, Argélia e Tunísia). A Aldraba estando ligada a uma tranqueta, pode rodar de 90º a 180º, afim de abrir  a porta.  O Batente, é um acessório artisticamente trabalhado.

 

De muitas delas fiz fotografias, agora chegou a vez de fazer um vídeo das mesmas que, publico neste blogue em “ Património de Salvaterra de Magos”. Video Nº 32

 

 

JOSÉ GAMEIRO

publicado por historiadesalvaterra às 18:34
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Padre JOSE RODRIGUES DIOGO - Um sonho, torna-se realidade!

Como todos os mortais, o Padre José Rodrigues Diogo, um dia morreu!...
Um dos seus últimos desejos, correspondeu aos pedidos do povo de Foros de Salvaterra. O padre José Diogo, viveu de 1919 a 1997, tendo nascido em terras do concelho de Vila Nova de Ourém. Foi ordenado sacerdote na Diocese de Lisboa e, chegou à Paróquia de Salvaterra de Magos, em 1944, sucedendo ao padre José Ferreira, que falecera num desastre de mota.




O Jovem padre Diogo, então com 26 anos de idade, encontrou em Salvaterra, uma população cheia de contrastes. Uns, a sua maioria analfabeta, com subsistência na actividade rural, que só lhes dava trabalho e sofrimento,com grande parte das famílias, vivendo em barracas, num terreno cedido pela câmara, por detrás do cemitério. Mesmo aqueles que viviam na vila,tinham habitação precária. Outros, os senhores, donos do campo, bem educados, com os filhos já de posse de uma cultura elevada para a época. Desses contrastes; mais havia, os campos férteis a par de terrenos incultos, capazes de encher celeiros, pois as cearas eram de sequeiro.








Foi um cenário, que o Padre Diogo encontrou, no início da sua vida paroquiana, que durou mais de 40 anos em Salvaterra de Magos. Depressa mostrou ser sensível aos problemas das famílias mais desfavorecidas, ajudando-as a lutar por melhores condições de vida. Em 1947,fundou o Centro de Assistência Social Infantil de Salvaterra de Magos, fazendo aprovar os seus estatutos em 8 de Outubro de 1947.



Em 1949, começou a construção da Casa da Paróquia, na Praça da República da vila. A Casa de Trabalho, que viria a funcionar na Rua Alm. Cândido dos Reis, numa propriedade doada por D. Maria Carolina Rebelo Andrade. Ali, foi instalada a primeira sede desta grande obra, serviu durante os anos 1947 a 1987, de "oficina" de corte e costura, para jovens meninas. Em 1956,foi instituída a "Sopa dos Pobres", a qual confeccionava e desatribuía duas refeições para os pobres da vila,levando uma delas para casa. mesmo dando de comer aos que se encontravam de passagem.
Rodeou-se de alguns colaboradores para esta grande obra da Igreja de Salvaterra. Durante algumas recebeu o apoio administrativo,em vários mandatos, do Dr. Joaquim Gomes de Carvalho, que fazia assistência médica aos pobres, que estavam sob a assistência da Igreja, do Engº Carlos Santos Freire, Mário Galvão, Prof.Manuel Duarte Assunção, Dr. José Henriques Lino e João António Sabino Assis. A estes juntara-se na Assistência Social, D. Maria Sameiro e Maria Carolina Rebelo Andrade. O padre Diogo, pedia aquém mais tinha, pois sempre tinha um bom relacionamento com os paroquianos mais abastados, mantendo o sonho da primeira hora - construir bairros sociais, acabando com as barracas na vila. As Direcções, foram-se renovando e depressa encontrou um grupo que o apoiou numa outra obra; "Património dos Pobres", pois era necessário iniciar a construção de um núcleo de três bairros sociais, para albergar mais de 150 famílias. A firma; Jaime da Silva Valente, na pessoa de Manuel Valente, e a família; Dr. José de Menezes e esposa Lurdes Vinagre, disponibilizaram alguns terrenos para esta obra. Sem dinheiro para esta obra, mas com grande determinação e optimismo, avançou na construção. Nas várias viagens que fez, visitando os países;Itália,Alemanha,Luxemburgo, Holanda, Bélgica, Áustria e EUA, junto das comunidades de emigrantes, angariou algum dinheiro. Quando estava na Alemanha,teve conhecimento da existência dos "Compagnons Battisseurs", com sede na Bélgica, e deles conseguiu o seu apoio. Alguns destes jovens, estiveram em Salvaterra, no início das obras, durante quatro anos, recebendo 60$00 por semana. ficando alguns em casa do casal Dr. José Cardador e esposa. As famílias pobres, recebiam a chave da habitação, conforme as casas estavam prontas. Esta maravilhosa obra, deu azo que em Salvaterra, deixa-se de existir "habitações em barracas" até aos dias de hoje. Em 1964, o Pe Diogo acolheu com entusiasmo, um grupo de jovens que construiu um Agrupamento de Escuteiros em Salvaterra. Sendo um sonho palpável, no espirito cristão, a que a sua missão destinava, passou a ser o primeiro responsável. Nesse mesmo amo ano, recebeu a colaboração de algumas religiosas da Congregação das Irmãs de S. José da Província de Salamanca (Espanha), apoio que durou vinte e dois anos. Em 1978, convidou-me a acompanhá-lo no mandato da direcção (1978-1980), onde entrei com Rufino Lopes Andrade, e com a saída deste, terminei a minha colaboração com José Martins dos Santos. Em 1981, novamente a família Menezes, fez a doação de uma faixa de terreno com 1.500 m2, na zona já urbanizada como; Bairro Pinhal da vila, junto ao depósito da água. Ali, foi iniciou a construção de uma nova Cresche, e para a sua arquitectura teve a oferta do Atlier do Arquitecto Segurado, tendo também recebido material, especialmente eléctrico, de algumas fimas situadas na zona. O Centro Paroquial de Bem-Estar Social de Salvaterra de Magos, foi criado em 1983, passando a pertencer, aliás como todas as outras iniciativas já em funcionamento, à nova "Fábrica da Igreja de Salvaterra de Magos" para ter o apoio do Estado. As dificuldades foram muitas. Um dia junto das entidades oficiais, disse: "Deem-me 2$50 e eu, começo a obra". Viajou novamente pela Europa e América do Norte, foi de abalada até junto dos emigrantes portugueses, e como ele dizia: - "Trouxe alguns tostões". Terminando as obras dos bairros, em 19 de Setembro de 1991, com a presença do senhor Bispo de Santarém, foi a lançada a primeira pedra da construção da Cresche. Esta obra, devido às dificuldades encontradas durou doze anos a iniciar-se e outros tantos a ser concluída.
Entretanto o Padre José Diogo, adoeceu gravemente e foi substituído sucessivamente por vários párocos. O Pe António Vaz Azevedo, deu-lhe um grande impulso, contando com o apoio e trabalho do director José Martins dos Santos O padre Agostinho Teixeira de Sousa, terminou a obra da Cresche, e pequenos acertos nos bairros sociais, como satisfazendo um grande desejo do Pe Diogo. Um bairro teria o nome S. Paulo, em nome do órago da freguesia de Salvaterra e outro Bairro S. José, em memória da família José de Menezes. O edifício da Cresche, foi inaugurado a 19 de Setembro de 1995, com a presença do Bispo D. António Francisco, e representantes da Câmara Municipal e do Governo. A Câmara Municipal, através do seu presidente; António Moreira, em 7 de Julho de 1995, homenageou o Padre José Rodrigues Diogo,como personalidade bondosa, que desencadeou diversas acções benéficas para a população da sua Paróquia. Também outras freguesias do concelho como: Glória do Ribatejo, Marinhais e Foros de Salvaterra, tiveram projectos em que ele esteve presente. Nesta última freguesia, e no lugar da Várgea Fresca, foram construídas Igrejas. Em 8 de Outubro de 1997, a Câmara Municipal de Salvaterra. sob a presidência do Dr. José Gameiro dos Santos,decidiu concedeu Diploma de Honra "Grau Ouro" ao Centro Paroquial de Bem-Estar Social de Salvaterra de Magos e conceder-lhe o nome de uma rua. Foram 50 anos da vida do Padre José Rodrigues Diogo, foi um sonho que se tornou realidade!...
O Padre, Agostinho de Sousa, editou o livro de Oiro - Uma obra da Fábrica da Igreja "50 Anos de Acção Social em Salvaterra de Magos" (1947-1997)

Nota: 1ª Foto - Cerimonia da primeira pedra, para a construção de um bairro social promovido pela Igreja, em terreno cedido pela Município de Salvaterra, junto ao cemitério da Freguesia - construção que mais tarde foi efectuada mais para sul da vila * 2ª,3ª e 4ª Fotos dos Bairros S.José e S.Paulo * 5ª Entrada da Cresche Paroquial * 6* Padre José Diogo, recebendo a homenagem das mãos de António Moreira (notícia Jornal Vale do Tejo - 14.7.1995)

JOSE GAMEIRO
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Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

ANTONIO PAULO CORDEIRO - MUSICO E MAESTRO !

 

 
Um dia, em 1958, desempenhava eu, as funções de Despachante de Encomendas, na Central (agora Estação de Autocarros), situada na rua Heróis de Chaves, em Salvaterra de Magos.
 Ali, ia amiúdas vezes, um homem já de idade avançada, enviar um garrafão com bebida licorosa, para uma taberna de Samora Correia.
 Sabia que na vila lhe chamavam António Magos, mas não conhecia o seu passado.
Fabricantes de aguardentes e vinhos licorosos, existiam o Álvaro Lopes Rosa e o Virgolino José Torroais. O primeiro era um conceituado fabricante de bebidas espirituosas, tendo iniciado a sua actividade em 1910. O segundo por ser um pequeno vitivinicultor, além do fabrico de vinho branco e tinto, engarrafava aguardentes e vinhos licorosos. Na vila existiam os irmãos Tito, que fabricavam gasosas e pirolitos e tinham a sua actividade, no espaço onde agora está a sede da casa do Sporting.
 
Tempos depois vim a saber, que o António Magos, aliás António Paulo Cordeiro, nos seus tempos de jovem, também quis enveredar pelo fabrico de bebidas espirituosas, chegando mesmo a ser um especialista na forma de fabricar estes licores.
 Morava em prédio próprio, na rua Machado Santos, mesmo ali junto à Trav. João Gomes, tinha um filho, que desempenhava a medicina veterinária, no Estado.
 
 Em 1987, vinte e dois anos depois do seu falecimento, a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, não o esqueceu e homenageou-o !
 O acto solene teve lugar, no dia 1 de Janeiro de 1987, com o descerrar na vila, numa rua de construção recente, uma placa toponímica com o seu nome e, foi distribuído um folheto com a informação do António Paulo Cordeiro – Músico !
 Tal folheto, fiz publicá-lo, no jornal “O Ribatejo” de que era colaborador, e saiu na edição de 9 do mesmo mês.
 
         “ HOMENAGEM POSTUMA AO MUSICO – ANTONIO PAULO CORDEIRO “
Antigo músico, maestro e compositor, António Paulo Cordeiro, salvaterrense já desaparecido, foi agora homenageado, dia 1, pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos e pela Banda de Música dos Bombeiros Voluntários. A homenagem a este homem que muito contribuiu para o desenvolvimento cultural de Salvaterra, foi constituída pelo descerramento de duas placas toponímicas com o seu nome, no antigo largo da Casa do Povo, a que estiveram as entidades locais; presidente da câmara e vereadores, o filho do homenageado, Dr. João Paulo Cordeiro, entre muitos outros salvaterrenses.
António Paulo Cordeiro, nasceu em 1876, como muitos outros músicos a aprender solfejo na escola de música da banda. O seu instrumento favorito era o Cornetim. Entre as muitas “histórias” de que foi protagonista, conta-se que, num concerto de bandas civis em Santarém, em que participou a Banda dos Bombeiros de Salvaterra, António Cordeiro tocava uma peça de difícil execução, as variações do Carnaval de Veneza. O vento forte que se fazia sentir no local do concerto, levou-lhe as partituras. O maestro ficou atrapalhado, mas o exímio musico continuou pávido e sereno a executar a solo, que lhe valeu uma ovação da assistência.
Esteve à frente de várias bandas da região e da própria banda de Salvaterra como maestro. Ensinou a arte da música a muitos jovens e conseguiu apresentar crianças em concertos a tocar áreas de música clássica. Entre as várias peças que criou como compositor, destacam-se a marcha fúnebre “Coroa de Espinhos” e o “Passe Doble Faculdades”, em homenagem ao toureiro do primeiro quartel do séc. XX, de nome Faculdades.
 
Nota: Para descerrar as bandeiras que tapavam as placas, foi o jovem músico da banda de Salvaterra, Luís Travessa Morais Andrade, que esteve ao colo do Presidente da Câmara, António Moreira.
 
 
JOSE GAMEIRO
 
 
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ALEXANDRE CUNHA - UM FOTÓGRAFO AMADOR

  

Um dia, em 1985, andava a recolher informações sobre o Clube Desportivo Salvaterrense - CDS, fui informado que o barbeiro, Alexandre Varanda da Cunha, estabelecido na Praça da República,  em Salvaterra de Magos, em tempos tinha sido seu dirigente e, até imaginou e pintou o emblema da colectividade.
 Entusiasmou-se com a ideia, porque a recolha era para inserir no meu livro “A Origem do Clube Desportivo Salvaterrense”, logo se disponibilizou para num dia aprazado se reunirem naquele seu espaço de trabalho, vários elementos que tinham pertencido aos agrupamentos futebolísticos que existiram na terra.  Entre os que se faziam e desfaziam, ficou o Estrela que deu origem ao CDS.  De todos os presentes naquela reunião, que durou algumas horas, ainda conservo as suas “histórias” em registo de fita de cassete.
 
Sabendo do seu gosto pela fotografia, enquanto jovem, meses depois aprazei uma entrevista  sobre, esta sua paixão, pois tinha no meu álbum, uma foto de quando eu era bebé e, meus pais disseram-me, foi tirada pelo Alexandre !...
Queria fazer um artigo para o “Diário do Ribatejo”, jornal onde colaborava.
Começou por me informar, que nasceu em Salvaterra de Magos a 10 de Fevereiro de 1918, cedo fez a aprendizagem da arte de barbeiro e, quando militar esteve no laboratório do hospital militar de Lisboa, ali aprendeu a revelar fotos nos líquidos apropriados, com um outro militar já experimentado. Aí, tomou o gosto pela fotografia.
 
 
 

Em 1938, já instalado com uma barbearia, na Praça da República, dedicou-se nas horas de lazer, a fotografar vários pormenores de Salvaterra de Magos.  Algumas fotografias, muitos anos depois são uma reliquia, mostrando Salvaterra antiga. Sendo o único fotografo amador na terra, usando uma pequena máquina, que obtinha fotos de 4x6. Mais tarde, em 1941, comprou uma outra de origem francesa da marca “Voitlanjet”, com fole, lente “Voljtan”, para fotografias de 6x9 – de chapas de vidro. Estes eram adquiridos já cortados na loja do José Sabino Assis, junto à Igreja Matriz. Procurado pela população, para tirar fotos para uso oficial e também aos bebés, meninos e casamentos.  Continuando a valorizar-se no campo da fotografia, adquiriu livros e revistas da especialidade, com a ajuda dos amigos que os compravam em Lisboa. Começou a  revelar as fotos num pequeno laboratório, que construiu na sua residência, na rua D`Àgua, aí montou uma câmara escura onde à luz de uma pequena lanterna a petróleo, com vidro de cor amarela, trabalhava com o papel e, um outro vidro de cor a tirar para o encarnado, fazia relevações em chapas ortocromáticas que serviam melhor qualquer principiante, como ele. Estes princípios de cores, davam mais segurança na fixação dos tons claros e escuros das chapas.

As pancromáticas eram mais difíceis de revelar, visto serem reveladas com luz verde, quasi às escuras. Mais tarde, adaptou a máquina a um ampliador sem condensador e foi fazendo lindas imagens.   Por volta de 1946, comprou outra máquina, esta de origem alemã, marca “Zaiss Incon”, também de fole, lente novar 1,35 para películas 6x9.
Embora sempre por meios rudimentares, continuou a revelar as suas fotografias.
Primeiro num pequeno tanque em cimento, depois aproveitando umas cuvetes, usou um relógio despertador e assim se foi aperfeiçoando. Com prensas manuais fazia cópias em papel brilhante e esmaltava-as em chapa de vidro, trabalho primitivo que hoje já não se usa. Mostrou-me na altura um pequeno arquivo de negativos (alguns deles já em mau estado, mostrando os motivos fotografados, muito picados).
 Por volta de 1955, com o material fotografico muito caro, foi-se desmotivando da fotografia e acabou com a sua paixão de juventude.
 
 
A sua última fotografia, por sinal colorida, foi feita a pedido de um amigo, na reprodução de uma pintura da morte do Conde dos Arcos, estreando uma máquina de origem Japonesa. Uma Leus 38 mm. Nessa altura, era dinâmica a actividade do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos. O vereador Joaquim Mário Antão e, o funcionário João Monteiro, empenhavam-se em realizar exposições e colóquios, durante o ano.
 Em 1985, uando da passagem da escola para biblioteca municipal, o painel de azulejos instalado no seu jardim, recordando a morte do Conde dos Arcos, foi uma cópia da reprodução que Alexandre Cunha, um dia fez.
 
A ideia de homenagear o fotógrafo -amador de Salvaterra, Alexandre Varanda da Cunha, fervilhava naquele Departamento Cultural, daí me ser solicitado, pelo já falecido funcionário João Monteiro, a cedência do artigo acima descrito, para constar no cartaz de divulgação da exposição. Muitas vezes o Monteiro, me procurou e serviu-se do meu arquivo, quer de textos, quer de fotos, para enriquecer o seu desempenho no âmbito da cultura do município salvaterriano.
Alexandre Cunha, foi homenageado aos 74 anos de idade, no dia 13 de Dezembro de 1985, pelo presidente da Câmara Municial, António Moreira e, a exposição comemorativa realizou-se na Biblioteca Municipal (antigo edifício escolar). O certame realizou-se de 13 de Dezembro de 1985 a 12 de Janeiro de 1986, estando presentes fotografias do homenageado; de João Monteiro;  de José Álvaro; de Carlos Monteiro;  de Carlos Cantador; de João Hipólito;de  Joaquim Parracho e do Dr. Marçal Correia.
Alexandre Varanda da Cunha, faleceu em 1999.
 
 Nota:  Foto 1 - Alexandre Cunha, no dia da Homenagem * Foto 2- Zona do Jardim Público da Praça da República - 1940 * Foto 3 - Portão do Jardim do Largo da República, o funcionário da Câmara Municipal, José Gameiro Cantante ( pai do autor) - 1957 *  Foto 4 - José Gameiro, quando bébé de meses de vida, no dia do seu batizado.
 
JOSE GAMEIRO
 
 
 
 
 
 
 
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