Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
Jogo do Chinquilho em Várzea Fresca
O jogo do chinquilho, era um jogo que sendo praticado pelo povo rural, também encontrava muitos adeptos, da área urbana da vila de Salvaterra de Magos, como se pode observar no conto sobre o “último dia do lobo em Salvaterra”, escrito por José Amaro, no decorrer dos anos 30, do séc. XX.
Relatos existem que no séc. XVIII, os feirantes que vinham à feira anual, traziam sempre novidades, um ano entre eles veio o Chinquilho.
O gosto deste entretinimento ficou, e com o decorrer dos tempos, passou a ser um atractivo nalgumas tabernas da vila – no espaço em frente à porta, que era de terra, ou no quintal, por ser mais recatado. Era um jogo de grande disputa, entre os grupos participantes, que no final os vencedores bebiam uns copos de vinho, pagos pelos vencidos.
Quando as terras da coutada real, foram vendidas pela casa real (D. Maria II) , os novos Foreiros, que saíram de Salvaterra, levaram entre os seus hábitos, a cultura que os seus
Antepassados usavam, tal como: os cantares e danças.


Os jogos como o Pau Ensebado e o Chinquilho, estavam entre os seus entretenimentos.
Em Salvaterra de Magos, mesmo nos festejos populares, (as tabernas foram substituídas por cafés), deixou de se ver a prática deste e outros jogos. – como: as cartas.
m todo o Ribatejo, este jogo praticava-se com variantes: Em 2006, fui encontrar, junto a um café, na Várzea Fresca, um lugar pertencente à Freguesia de Foros de Salvaterra, alguns praticantes do Chinquilho, que ainda mantinham o hábito de ao domingo se juntarem.
Numa destas variantes, a mais usada, consiste no arremesso de uma malha em ferro de formato redondo, de forma a derrubar um pino, que se encontra a cerca de oito metros de distância. Cada derrube do pino vale dois pontos, quem conseguir ter a malha mais próxima do pino obtém um ponto, que é marcado no terreno com pequeno pau (cada grupo de jogadores, tem o seu espaço).
O jogo termina aos vinte e quatro pontos. A meio do jogo (12 pontos), as equipas bebiam um copo de vinho por conta (foi substituído por cerveja) No entanto, durante o jogo, os participantes com menos pontuação podem impor regras, designadamente a mudança de jogo chamado “à sinca”, em que o jogador pontua sem que a malha passe a linha de colocação do pino. Também se podia fazer uma habilidade como: mandar a malha por baixo da perna.
Nota: Foto 1 do autor - Jogadores de Cinquilho na Várzea Fresca - Ano 2006 do autor * Foto 2 do autor Ano 2000 - Porta de entrada para a taberna da "Anunciada" (Anunciada da Conceição (Sequeira - nome do marido), avó de Adelaide Rita, viuva de Fernando Santos - tiveram um estabelecimento na Av. Roberto F.Fonseca) A taberna situava-se na Trav. da Azinhaga em Salvaterra de magos ( em cima junto ao muro ainda se pode ver o ferro que suportava o gasometro, para a luz)
José Gameiro
Sábado, 17 de Março de 2012
AS MINHAS BALANÇAS DE OIRO!...
A minha entrada foi “oficiosa” na câmara de Salvaterra de Magos. Os 11 anos de idade estavam feitos e, teve honras de ser recebido pelo então chefe de secretaria, João Segurado Santos que, me recomendou muito juizinho e cumprir os horários dos serviços da secretaria. Dias antes, a minha instrução primária tinha terminado, o exame da 4ª classe estava feito, e foi comemorado “pomposamente” com um grupo de outros rapazes, bebendo uma gasosa – pirolito -, na taberna do espanhol, na avenida principal da vila.
Naquele tempo, em 1956, era prática os filhos das famílias mais abastadas, continuarem os estudos, sendo encaminhados para o liceu; eram caminhos mais largos. À outra “malta”, esperava-os o trabalho duro do campo; da construção civil – dando serventia – ou a oficina. O balcão da loja, e o escritório de alguma casa agrícola , eram destinos reservados, a muito poucos. As raparigas, essas, para além do campo, lá iam sendo vistas na costura e, até nos serviços domésticos de alguma casa de família, eram as criadas de servir.

A minha entrada nos serviços da câmara, deveu-se porque meu pai, sendo funcionário naquela autarquia, como Servente de Limpeza -varria as ruas da vila, entre outros trabalhos, lá meteu uma “cunha” ao presidente, para eu não andar na ”moina” e sempre apurava a escrita. Os locais de arquivo do município,no sótão do edifício, bem cedo me atraíram. Sempre que podia lá passava algum tempo contemplando documentos da história da minha terra - Salvaterra de Magos. Para além de ajudar meia dúzia de funcionários da secretaria, todos se "penduravam" em mim, porque tinha uma letra bonita, diziam.
No piso inferior do edifício para além do posto da GNR, uma grande sala, que em tempos, talvez até 1945, foi o Talho Municipal, assim dizia uma placa em mármore branco, com esses dizeres. Aí, estava sob as ordens de Cassiano Oliveira na ajuda da feitura dos recibos da cobrança da água, e de José Luís Borrego, nos processos de contra-ordenações, pelos impostos devidos à autarquia, este também era canalizador. Um outro, mais velho de idade, José Miguel Borrego, também aí tinha local de trabalho, era Zelador Municipal. Pessoa respeitada e temida,pois fazia cumprir a lei na vila, e até algumas vezes ia às povoações do concelho - o seu transporte era uma bicicleta.
Não deixo aqui de registar uma situação muito desagradável que se passou comigo:
"Um dia, estavam as bancas do mercado municipal a serem demolidas,jogava eu com uma pequena bola de borracha, com alguns outros rapazes, que esperavam a hora da entrada para a Catequese. O Zelador José Miguel; multou-nos a todos.
A minha multa, foi paga por ele, após me dar grande reprimenda. Meu pai foi chamado à sua presença, tomando conhecimento da situação."
Naquele meu espaço de "trabalho" existiam duas balanças de metal amarelo, pareciam oiro. A um canto uma de porte grande,nela me pesei vezes sem conta, Uma outra muito pequena, com o braço “modelo romano” estava em cima de num armário, parecendo uma decoração. Umas pistolas, estavam guardas numa pequena caixa - parecia um cofre de madeira, trabalhada. Uns papeis envelhecidos, eram os processos dos crimes. As armas, algumas incompletas, com os tambores das balas rebentados, tinham uma etiqueta em cartão, onde um numero escrito à mão, identificava o processo. Ficaram à guarda dos Administradores que passaram pela autarquia. Alguns processos, datavam do século XIX.
Promessas recebi pelas ajudas dadas aos meus "protectores". Entre elas; que um dia iria ver o Benfica, jogar em Lisboa. A viagem não se efectuou por falta de transporte para mim. Uma outra, que iria ver um jogo do Coruchense, este clube participava numa divisão superior naquele tempo. Estive uma tarde toda à porta do Café Progresso (local do encontro) e quando a tarde já ia alta, fui informado que a deslocação não se efectuava. Tal era a minha submissão e ingenuidade. Enfim, outros tempos!....
O Zelador, José Miguel Borrego, nos dias de “aborrecimento familiar”, lá me mandava comprar uma lata de sardinhas à loja do Pedro Santos, e de caminho ali ao pé, um pão na Padeira de Lisboa. Uma pequena garrafa de vidro tinto vinha da Taberna do Morais. Este "manjar" era sempre depois dos colegas saírem para o almoço. Algumas vezes, petisquei um pedaço de pão e provei as sardinhas. Quanto às balanças, muitos anos depois, em 1978, fui encontrar a mais pequena, na inauguração do Centro de Dia decorando um móvel. Nunca mais a vi!....
Com o passar dos anos, na inauguração do Refeitório do Pessoal da Câmara, no bar, lá estava a outra “minha Balança de Oiro” bem conservada, mas já sem os pesos. Muito tempo estive “embevecido a admirá-la!...
Foram momentos de recordar velhos tempos. Uma outra balança em ferro, que vi pesar animais, em 1949/52, trabalho efectuado pelo funcionário Octaviano, depois do abate, no Matadouro Municipal.
Esta velhinha balança, que pesou muitas toneladas de carne, lá estava arrumada a um canto, talvez esperando um espaço num qualquer museu municipal.Talvez para um possível Museu, pensava eu!
JOSÉ GAMEIRO
Nota: Original – escrito para publicação no Jornal Vale do Tejo - JVT
Quinta-feira, 15 de Março de 2012
COISAS DA MINHA TERRA !....
Há poucos dias morreu Manuel Santana Lobo.
Pessoa, enquanto jovem se dedicava de corpo e alma às coisas da dele e minha terra – Salvaterra de Magos. Manuel Santana, Esteve na vida cultural, como; a música, esteve no desporto, na vida social e nas festas da sua terra que muito queria. Foi dirigente das colectividades, e pertenceu a muitas actividades, que davam vida à vila, pois era sempre solicitada a sua participação. Durante anos a fio estivemos na organização das Festas de Salvaterra, imbuídos na feitura da parte cultural. Eu, especialmente na parte das exposições na capela real. Eram actividades que davam ao público uma outra visão do passado das gentes da terra. O Manuel Santana, sempre acompanhado de sua esposa; Fernanda Policarpo, integravam também os festejos; Festas do Foral dos Toiros e do Fandango – Salvaterra de Magos, dando o seu empenho na organização, de vários espectáculos. Eram dias que impulgavam todos os que nela

participavam, porque todos no dia da sardinha assada, lá estavam na sua distribuição gratuita - tempos houve que eram algumas toneladas, com o pão oferecido pelas padarias e o vinho pelos vinicultores do concelho e terras dos arredores. Os milhares de visitantes enchiam a avenida principal naquela noite, num convívio que durava 3/4 horas. A comissão, terminadas as festas, alguns dias depois, na Tertúlia do Vidaúl Cabaço, faziam a sua convivência, cada um levando os comes e bebes utilizados na pequena reunião em comum. Em jeito de homenagem amiga, aqui vai uma recordação para o Manuel Santana, porque neste ano passam 30 anos de uma das suas participações.O espectáculo de variedades, daquele ano de 1992, tinha um titulo apelativo “ COISAS DA MINHA TERRA”, e como sempre participavam jovens da terra, que habitualmente davam a sua contribuição. Em jeito de crónica/ou reportagem, escrevi num jornal da região um artigo, que depois serviu para ilustrar a capa da caixa da gravação, que guardo em UHF, e que já passei para o sistema DVD. “Valeu a pena!... A trovoava ter interrompido o espectáculo. Integrado nas Festas do Toiros e do Fandango, as “Variedades Populares”, ocupariam a segunda parte daqueles festejos. A primeira, decorreu com um programa delineado e destinado à população jovem. Ao iniciar-se o ponto forte da noite festiva, uma trovoava abate-se sobre a vila e obrigou os milhares de espectadores , a uma rápida fuga, abrigando-se em tudo quanto era sitio de abrigo. O Largo dos Combatentes, local sempre acarinhado pela população em dias de festejos, ficou num ápice deserto. Os trovões e relâmpagos, que irromperam sobre Salvaterra, metiam medo, deixando-a às esta às escuras durante largo tempo, provocando a decisão de adiar o espectáculo para o dia seguinte. Alguns crentes, em S. Baco, santo muito querido na terra, muito lhe pediram a sua ajuda para que tal acontecesse. O dia seguinte, estava limpo, a noite agradável, não bolia uma ponta de vento, o público estava ansioso por ver os “seus” artistas. Um grupo de jovens amadores, vinha deste à semanas ensaiando os seus papeis e iriam por à prova a sua capacidade artística, em três horas de espectáculo. Actores, que parodiaram o Presidente da Câmara, que não concretizava uma promessa da construção de uma Piscina na terra. Não menos impacto teve aquele alegre duo, que caracterizou o funcionamento do funcionamento do Departamento Cultural, com a presença de um borrego em palco. Era uma “arremetida” que tinha destino. Cenas de boa coreografia como os “toureiros” e os “ciganos” são momentos dificeis de esquecer aquém assistiu àquelas actuações, em plena noite de Verão. Naquele espectáculo actuaram como ARTISTAS; Ana Jorge, António Augusto, Carlos Duarte, Carmo Sequeira, Celeste Rodrigues, Diana Caçador, Dina Silva, Edite Pinto, Elias Oliveira, Elisa Viana, Fernando Silva, Filipe, Helena Duarte, Isabel Andrade, Isaura Duarte, João Travessa, João Viana, José Filipe Andrade, Julieta Hipólito, Lurdes Lamarosa, Lurdes Mirão, Marina Palma e Manuel Carlos. COREOGRAFIAS de; Célia Jorge, Carla Duarte, Elsa Viana, Fernando Letra, Gonçalo Esteves, Gonçalo Dionísio, Hugo Pratas, Hugo, Ivone, João Duarte, Joaquim Carlos, Mónica Antão, Olinda Duarte, Sérgio Patrício e Tiago. ACTORES; Ângelo Marques, Elisa Travessa, Eugénio Gomes, Nuno Oliveira, Paulo José, Pedro Machado, Rafael Assis, Tó Zé Narciso, Bé Sousa e Zé Lino. MÚSICOS; Amadeu Neves, José Sousa, Carlos Borrego, Tó Grencho * PARTICIPAÇÕES; Maquilão, Sérgio Banha, Zé Pelixo – COLABORADORES; Adelaide, Isabel Duarte e Susana Antão. CABELEREIRAS E MAQUILAGEM; Elsa * REALIZAÇÃO E COODERNAÇÃO; Fernanda Policarpo, Leonor Cadório e Manuel Santana.
JOSÉ GAMEIRO
Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
Os ZigueZagues, e a pouca importância histórica da Ponte da Vala Real
Não é meu timbre desde que abri este Blogue, ondear quer na vida da sociedade, quer na vida politica, praticada no nosso concelho. Certo é, que de vez enquanto lá me encontro num despiste, por dar largas às rédeas da galera, e não deixo passar em claro com uma ou outra nota, o que vou lendo, que julgo contrabalançar nas bordas do passado histórico de Salvaterra de Magos. Tento na minha modesta doutrina, neste campo, divulgar em jeito de crónica, situações reais, porque as vivi/ou delas estive perto. Mais não sei, apenas me socorro de autores credenciados e decerto, os meus leitores, que neste espaço procuram um pouco de mais conhecimento, farão o favor de me perdoar,de uma ou outra escorregadela. Agora, mais uma vez, cá estou, porque li do eleito autarca Nuno Antão, a sua intervenção politica, na última Assembleia Municipal, realizada nos últimos dias de 2011.

O texto, descreve num ZigueZague, que nos cativa, a vida autarca do ano agora findo. Decerto levou a meditar e refletir quem o ouviu, como ficará pasmado quem o ler no site “Fazer por Salvaterra, Fazer por todos nós” .
A dada altura, aquele politico da nossa terra, a propósito das novas obras a que vai estar sujeita a Ponte da Vala Real, cita a presidente da Câmara Municipal “A importância histórica da vala é nula!...”
Fiquei triste, é com esta forma de acarinhar e preservar, o património da minha terra, que ele vai desaparecendo.
A Ponte da vala real, vem de séculos, e segundo credenciados arquitetos nesta área, a ponte recebeu, no tempo da ocupação filipina, a adução de corta-águas em pedra “novidades para a época” que tiveram o seu inicio nos países árabes. Os reis Filipes, estiveram por várias vezes no Paço Real de Salvaterra de Magos, fazendo caçadas na sua Coutada. Aconselho os meus leitores, a lerem neste Blogue, nos meus livros, o II volume, “Recordar, Também é Reconstruir”, pois alberga o Caderno de Apontamentos Nº 35, sobre a Vala Real.
Como tenho guardado, uma notícia publicada no Jornal “O Mirante”, do passado mês de Outubro, aqui está:

ADJUDICADA NOVAS OBRAS NA PONTE DA VALA REAL
"Foi adjudicada à empresa Teixeira Duarte a empreitada de recuperação da ponte do Cais da Vala, em Salvaterra de Magos. O valor da obra é de aproximadamente 149 mil euros e tem um prazo de execução de 90 dias. Como O MIRANTE informou na altura (ver edição 07-07-2011) estas obras não estavam previstas tendo a autarquia dotado no Orçamento de 2011 uma rubrica com cerca de 150 mil euros para a execução dos trabalhos. A ponte, que sofreu obras de reabilitação há cerca de três anos, precisa de nova intervenção.
Segundo explicou na altura a presidente do município, Ana Cristina Ribeiro (BE), as obras de requalificação incidiram sobre a estrutura da ponte e os seus arcos. Ana Cristina Ribeiro (BE) refere que o “problema” está relacionado com a passagem de água. “A passagem de água provocou fissuras que causaram o abatimento e não tínhamos conhecimento dessas fissuras por isso só reabilitamos a estrutura da ponte”, referiu a autarca esclarecendo que “espera não ser necessário” gastar todo o dinheiro que está estipulado para as novas obras de reabilitação".
Nota: Na 1ª Foto, o autor está sentado no muro da Ponte, na 3ª posição (no tempo em que se andava descalço)- 1951 * 2ª Foto, o autor visita a Ponte 50 anos depois
JOSE GAMEIRO
Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
"SOMOS OS ÚLTIMOS" - Disseram os eleitos de Foros de Salvaterra
Está de parabéns o Jornal informático “Fazer por Salvaterra, Fazer por todos nós”, da responsabilidade dos autarcas eleitos pelo PS, concelho de Salvaterra de Magos
Dia a pós dia, vai aquele espaço informativo, dando-nos a conhecer o que se vai passando nas “Autarquias do Concelho”. Isto é; Nas reuniões de Câmara, Assembleia Municipal, e o que se passa nos órgãos oficiais das 6 Freguesias
Agora acaba aquele Blogue, de dar luz pública a intervenção dos eleitos socialistas, da Freguesia dos Foros de Salvaterra, na última assembleia municipal, que fechou o ano de 2011. Pelo que lemos,
Além do agradecimento que fazem aos antigos deputados municipais, que muito se empenharam à época, para levarem a cabo o processo da criação da Freguesia dos Foros de Salvaterra, que culminou com a publicação do Decreto-Lei em 31 de Dezembro de 1984. O tempo passou, agora é uma comunidade de cerca de 5.000 habitantes, as carências ainda são muitas, e crêem aqueles representantes eleitos pelo PS, que aquelas milhares de almas, são sempre as últimos a serem escrutinadas nas decisões dos poderes políticos que tomam decisões na autarquia municipal, como é a Câmara.
Fazem referência, a um corte de árvores, que levou a “esmo”, Pinheiros, Eucaliptos e Choupos, deixando ficar mais pobre a já antiga Barragem de Magos, que sempre foi um bem, sempre resguardado, para os tempos lúdicos.
Disseram na sua intervenção em jeito de reparo, perante tal brutalidade contra a natureza.
Uns encolhem os ombros. Outros, não é nada connosco!....
Ao ler-mos aquele grito de revolta dos socialistas dos Foros de Salvaterra, logo pensamos se não seria caso igual, ao que aconteceu, com os Sobreiros, deitados abaixo, a tão pouca distancia da nossa Várzea Fresca. Mas enfim, adiante!...
Um outro reparo, foi feito. As suas necessidades – as necessidades dos Foros de Salvaterra e Várzea Fresca, são tantas, que solicitaram uma reunião de trabalho, com o executivo da câmara, na pessoa da sua Presidente, e só no inicio de Dezembro teve lugar, três meses depois de pedida, esteve presente um funcionário para os ouvir. Lastimável disseram!....
Estes último relato trouxe-me à memória, tantos reparos que os eleitos socialistas, nos vão dando, quanto às reuniões que não são feitas, por mudanças de horário à ultima hora, outras com falta da presença da presidente da câmara (que são muitas), e actas das reuniões por assinar com meses de atraso.
Enfim, o povo votou, tem aquilo que merece!....
JOSE GAMEIRO
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
O TANQUE, DE ÁGUA, QUE SERVIU PARA O GADO MATAR A SEDE!...
Há muito que vínhamos escrevendo que ele existiu!....
Vem de há séculos, o registo da existência do Fontanário Santo António. Era uma Fonte que recebia água através de um longo subterrâneo, de uma nascente, que tinha a máe-de-água, mesmo por debaixo onde foi construído, por volta de 1987, o prédio que veio albergar uma instituição bancária, confinando com a actual Av. Dr. Roberto Ferreira da Fonseca.
O antigo Fontanário, um dia por volta de 1957, foi destruído ficando “emparedado” com o muro do atual Jardim, na Praça da República. Também nunca deixámos passar em claro, a existência de um grande tanque que recebia o excesso da sua água. Nada se perdia.

A água corria a céu aberto pela Trav. do Secretário, para encher aquela construção em pedra de lioz. Era uma construção normal, a tirar para o cumprido, com uma altura por volta de um metro, as lages que faziam as suas paredes,mostravam uma espessura, que suportava uns milhares de litros de água, e quando cheio, deitava o seu excedente para uma pequena vala, que a transportava até à vala real. Era ali, que o gado em manadas, ladeando a vila, pelos terrenos de trás-de-monturos, se sedentavam da canseira de muitas horas percorridas nas suas idas e vindas através dos campos de Salvaterra. O próprio gado leiteiro que tinha estábulo, na vila, ali vinha beber ao cair da tarde. A sua limpeza interior, do verdete que ia aparecendo, era feita numa média de três vezes por ano.

Por volta, de 1957, meu pai e um outro funcionário camarário, ainda se encarregavam daquele trabalho, usando muitas vezes arreia do Tejo, com uns restos de pano retirados de velhas camisas. O rapazio, não se atrevia, talvez por medo ou respeito, a atirar um pequena pedra lá dentro, o mesmo acontecia ao regato que lhe transportava a água, pois sabiam da sua importância, pra a vida da comunidade local. Um dia, talvez em 1985, o executivo camarário, construiu naquele terreno umas instalações oficinais, e vai daí como o tanque à muito não servia, entulhou-o. Desapareceu, assim mais mais um vestígio de outros tempos, de outros modos de vida do povo de Salvaterra. Alguns centenários eucaliptos foram resguardados da destruição, continuando nas suas altas copas ciclicamente,ano após ano, as muitas cegonhas a nidificar nos seus grandes ninhos. Uma cabine transformadora de electricidade, para reforço do abastecimento público à vila, foi ali construída.

Há dias, numa limpeza ao terreno que circunda, as precárias instalações oficinais municipais, e o canil municipal, foi posto a descoberto a base do grande Tanque,sem vestígios das suas grandes lages que lhe tinham servido de paredes.Estas talvez, estejam misturadas com o muito entulho removido. O Tanque, decerto para muitos, especialmente as gerações mais novas nada lhes diz, no entanto era emblemático, fazia parte das memórias da história de Salvaterra de Magos, que tão parco está,do que nos possa mostrar do seu passado.
Nota: No caderno de Apontamentos Nº 36, “ O Abastecimento de água a Salvaterra, através dos séculos” incluído no II Volume da Coleção “Recordar, Também é Reconstruir” - editado no Blogue: www.históriadesalvaterra.blogs.sapo.pt
Fotos: 1 – Fonte de Santo António, quando da sua destruição (1957) * 2 – Os Eucaliptos, ladeados de água, quando as águas das cheias ali chegavam (1960) * A base do grande Tanque de água, agora posto a descoberto* Fotos do Autor
JOSÉ GAMEIRO
Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
Faleceu o Pe João António da Costa Ferreira
Já passaram alguns dias, do falecimento do Pe João António da Costa Ferreira. Certo é, que só agora tomei conhecimento do acontecido. Foi sepultado, no cemitério da sua freguesia natal. A notícia, consternou-me!... O Pe João Ferreira, ainda tinha muito para dar à sua Igreja. Era um devotado servidor, da sua fé cristã. Fé, que desde menino, lhe foi abrindo os horizontes, percorrendo os caminhos de Deus de modo que pudesse responder ao Senhor, num diálogo pessoal, livre e responsável.

Este sentimento de grandeza, foi desenvolvido numa carta, que dirigiu aos Cristãos da Igreja de Santarém, nos dias que antecederam ao iniciar o seu apostolado, pois queria informar a comunidade – paroquial e seminário de Santarém, foi lá que se preparou e recebeu os ensinamentos para a alegria de servir o seu Deus.
Como sempre que nos encontrávamos, ia –me dando conta da sua caminhada, mas naquele dia pediu-me que desse à estampa no jornal “Aurora do Ribatejo”, pois eu, na época era um colaborador assíduo daquele semanário.
O Pe João Ferreira, nasceu em Salvaterra de Magos, quando se sentiu preparado foi ordenado presbítero,no dia 22 de Julho de 1979, passando a Diácono, testemunho que recebeu das mãos do então Bispo, da capital do seu distrito, invocando sobre ele a acção do Espirito Santo. Uns dias depois, a 29 daquele mês na Igreja Matriz, onde tinha sido baptizado, celebrou a sua “Missa Nova”, estando presentes o Bispo Auxiliar de Lisboa; D. José Policarpo em representação do Bispo de Santarém. Na homilia, o jovem padre João da Costa Ferreira, agradeceu a presença daquele representante da sua Igreja, a todos os sacerdotes e seminaristas que com ele conviveram durante anos no seminário de Santarém, fez sentido destaque da amizade deles recebida.
A Igreja, encontrava-se repleta de fiéis, seus conterrâneos, que auguraram-lhe boa caminhada, nas veredas da tarefa que tinha escolhido, ser cumpridor do Evangelho, pois como dizia na sua missiva; Deus, apanhou o seu coração!....
Às suas irmãs, também minhas amigas, as minhas condolências.
JOSÉ GAMEIRO
Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011
DO CENTRO DE DIA - AO LAR DE IDOSOS!...
Nos dias que correm as pessoas de terceira idade, agora “pomposamente” chamadas de seniores, tem dado assunto para páginas e páginas de literatura, horas de conferências, especialmente nos debates televisivos, onde ficam registadas sábias lições sobre gerontologia. Corria o ano de 1985, muito pouco se tinha feito em Portugal, em benefício dos que um dia tinham chegada ao “fim da linha” e se encontravam agora desamparados, pois seus familiares passaram a ter outros modos de vida e tempo, para os aconchegar no seu lar. No entanto era uma prática que se vinha implementando

no país, na década anterior. Naquele ano, em Maio, fiz publicar no semanário “Aurora do Ribatejo”, uma notícia onde destacava a iniciativa de um grupo de “amigos de boa vontade” da Misericórdia de Salvaterra de Magos, em construir um Centro de Dia para Idosos, com o apoio ao domicílio, o que era raro no país. Aquele original, teve eco noutros meios de comunicação, que a reproduziram e foi assunto da semana. Um deles, foi a rádio comercial no seu

programa “As Cidades e as Serras”, que o reproduziu em diversos serviços noticiosos. Desde o dobrar do século, que se aventava a necessidade, da criação de uma casa daquele tipo, na vila, sede do concelho. O momento chegou! O grupo reuniu-se num sábado, e levou a cabo um peditório, pelas ruas de Salvaterra. A população da vila, estava previamente informada, mas não deu o apoio esperado à iniciativa. No final, os elemento do grupo, abriram os sacos de plástico, e o resultado de algumas horas de forte empenho, era insignificante, resumia-se a um punhado de notas de 20 escudos cada um. Os promotores da iniciativa, não desanimaram!... Voltaram à rua, e batendo nas portas, no final acabaram por verificar, que eram parcos os resultados. A população, continuava a não colaborar. Persistindo no “sonho”

receberam o apoio da câmara municipal, através de António Moreira e Joaquim Mário Antão; Presidente e Vereador da Câmara Municipal, que além de um subsídio, foi colocado ao dispor um espaço, no antigo edifício pombalino, próximo da trav. do Secretário. O Governo Civil de Santarém e outras entidades oficiais, acarinhando a iniciativa, ofertaram algumas dádivas. O Centro de Dia, foi finalmente inaugurado em 21 de Junho de 1985, acolhendo grande número de idosos, que ali passaram a ficar instalados todo o dia, libertando as suas famílias, para as suas

actividades profissionais. Agora, as inscrições “choviam” todos os dias!.... Os doentes, e idosos acamados nas suas residências, passaram diariamente a ser visitados e tratados, o que era uma novidade, uma viatura foi adquirida para tal fim. Os seus promotores, que não desistiram, e continuaram a “sonhar” por um espaço novo e moderno. Tinha que ser emblemático, no campo da solidariedade social. A Misericórdia local, estava no bom caminho. O grupo, inicialmente composto por: José Teodoro Amaro , José Luís Serra Borrego, Armando Rafael Oliveira, António José da Silva, José Rodrigues Gameiro(José Gameiro), João Castanheira, Eurico Norberto Santos Borrego e João António Nunes Silva. LAR E CENTRO DE DIA PARA IDOSOS O grupo inicial, que desde 1977, esperava a aprovação no Departamento e Equipamento Social, do Ministério da Segurança Social, o apoio para a construção de um novo edifício, viu luz ao fundo do túnel, tinham desbloqueado o necessário apoio. Na sua edição de 15 de Abril de 1992, o Jornal Vale do Tejo-JVT, saiu a reportagem, que fiz, da inauguração do edifício do Lar para Idosos, pela Misericórdia de Salvaterra de Magos, construído nos seus terrenos, no antigo Pinhal da Vila. “Ao acto solene, esteve presente o secretário de estado da segurança social, Dr. Vieira de Castro. Entre outros convidados oficiais, encontrava-se o Bispo da Diocese

de Santarém, D. Manuel Pelino e o presidente da câmara municipal; Dr. José Gameiro dos Santos. Entre a multidão presente, encontravam-se (numa posição de anonimato), aqueles que um dia levaram a cabo a iniciativa da construção da obra. Na altura, o Provedor, da Santa Casa da Misericórdia de Salvaterra de Magos, Armando Oliveira, numa alocução que interpretou o quanto ia na alma de todos aqueles seus companheiros, que tanto se tinham esforçado, para a concretização de tão benemérita iniciativa. “ Para que a velhice não seja um peso, mas sim um continuar da vida, onde o amor e fraternidade do ser humano, são postos ao serviço do seu semelhante – Seja tudo isto o que damos aos outros, faz-nos mais humildes e felizes”. No rosto de alguns amigos daquela obra, uma lágrima de emoção rolou, não estava ali presente o José Teodoro Amaro, a morte tinha-o levado alguns dias antes. Não viveu estes momentos felizes enquanto viveu, era um homem que, sempre se dedicou com empenho e espírito de solidariedade às instituições da sua terra. Anos mais tarde, uma outra iniciativa foi levada a cabo pela Misericórdia, aproveitando as antigas instalações hospitalares, no centro da vila, ali foi instalado um outro serviço de apoio a idosos e deficientes – O CATAI. Nota: Fotos e Texto, com base no Caderno de Apontamentos Nº 5 “Colecção-Recordar, Também é Reconstruir” – do autor JOSÉ GAMEIRO
Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
Largo Dr. Oliveira Feijão - ( Vrs Praça da República)
Era um vasto terreno, já tinha albergado os bonitos jardins do paço real de Salvaterra de Magos, conforme consta em diversas narrativas. Além de florido, também entre as suas árvores as Tílias, perfumavam os ares da vila, em dias de Primavera. Por volta de 1892, há muito que o edifício real e seu jardim, faziam parte das recordações, apenas por ali algumas árvores se mantinham de pé. Naquele ano os autarcas, remodelaram aquele espaço. Foi feita a construção da estrada para o Escaroupim, através de Trás-de-Monturos, que recebeu estacaria, e os lados - da capela e do câmara, as escadarias então existentes, deram lugar a vias para circulação de carros.
O Largo, com algum arranjo deu lugar a um mercado diário e um espaço ajardinado, devidamente murado a meia altura e gradeamento em ferro, continuando ao fundo com as escadas de acesso à fonte. Àquela nova urbanização, foi dado o nome “Dr. Oliveira Feijão” O novo regime republicano de 1910, depressa limpou da vila, muita da sua antiga toponímia. Oliveira Feijão, deu lugar a Praça da República.

Sempre tive curiosidade em saber, quem foi Oliveira Feijão. Um ou outro documento, levava-me a que tinha sido condiscípulo de Gregório Fernandes, natural desta terra, juntos estiveram nos estudos de medicina. O nome também aparecia, em registos de convidados, nas ferras de gado bravo das casas agrícolas; Roquette e Roberto(s).
Recentemente foi-me oferecido um livro, “A Freguesia da Várzea” (concelho de Santarém), pelo autor, por António Miguel Ascensão Nunes (José Varzeano), nele encontrei outras importantes revelações. Com a respeitosa autorização de (José Varzeano), muitos dados sobre Oliveira Feijão, aqui registo.
• Francisco de Oliveira Feijão, nasceu em Almada, em 24 de Novembro de 1850, faleceu na Quinta da Mafarra, em 11 de Novembro de 1918. Completou o curso de medicina, em 1873, foi nomeado para o Banco do Hospital de S. José, em 1874, sendo director de enfermaria, no ano seguinte. Em Portugal, foi primeiro a fazer uma ovaritomia (um tumor no ovário), fez também operação da tiroidectomia.
• Por Decreto de 1881, foi promovido a Lente, regeu as cadeiras de obstetrícia, de patologia e de clinica cirúrgica. Acompanhou os reis D. Carlos e D. Amélia, na viagem, que estes fizeram aos Açores, pois já era médico da Real Câmara.
• Com a implantação do regime republicano, deixou de exercer a medicina e dedicou-se exclusivamente ao ensino e à agricultura. Como lavrador, foi na Quinta de Mafarra (Várzea de Santarém), que desenvolveu novas técnicas agrícolas, e com entusiasmo as ensinava às gentes do campo. Como político, foi deputado independente, defendendo a causa dos agricultores. No Congresso Vinícola, realizado em 1900, esteve presente em representação do Sindicato Agrícola do Distrito de Santarém. Em 1905, participou, noutros congressos, onde apresentou muitos estudos que fez sobre a Azeitona. Aproveitou a sua Quinta da Mafarra, para desenvolver estudos, especialmente nos ovinos, tendo esta espécie dado-lhe fama além fronteira. Sendo um poliglota, era no Francês e no Latim, que se sentia mais à vontade, para além da sua língua - a de Camões. Os jornais da época, não deixavam de acolher os seus abalizados escritos, tocando diversos temas na área da medicina, disso nos lembrou Virgílio Arruda.
• Oliveira Feijão, sendo bom cavaleiro, não olvidava convite para uma ferra de gado bravo, de gente amiga do “seu” Ribatejo. Festejos empolgantes, que lhe faziam esquecer presenças vividas nos grandes salões, antes do Regicídio.
Francisco de Oliveira Feijão, no seu tempo, não deixou de ter no campo da medicina, um espírito humanista, nunca recusando uma consulta graciosa, às gentes da Várzea, como consta nos arquivos antigos de uma farmácia da Vilgateira.
Nota: Com tantos dados agora reunidos, faço pressunção que seja a mesma pessoa, caso contrário em devida altura, farei a devida retificação.
JOSÉ GAMEIRO
Domingo, 28 de Agosto de 2011
A TOPOMINIA DA VILA DE SALVATERRA
Acabamos de ter conhecimento por um post no Blogue: Fazer por Salvaterra – Fazer por todos nós, de um oficio que a junta de Freguesia de Salvaterra de Magos, endereçou à câmara municipal, dando conta da atribuição de topóminios, nesta freguesia, em 6 e 30 de Junho de 2011.
Lamentável, dizemos nós, que estas decisões unânimes sejam feitas sem uma consulta pública prévia. Bem se desejava que assim fosse. Os fregueses, deveriam ser convidados, nem que fosse através de um comunicado à população para cada situação destas, no intuito de opinarem com bases consistentes, já se vê. As toponímias de uma povoação, dizem respeito a um povo, e não a um punhado de iluminados, que em dado momento têm o poder nas mãos. Elas, as decisões, especialmente de atribuir nomes às ruas, deveriam perpetuar, os insignes filhos da terra, que se distinguissem, do mais comum dos seus patrícios. E eles existiram, existem nesta terra, em muitas áreas desde o campo sociocultural à filantropia.
Sabemos, pelo menos os mais antigo sabem, das dificuldades que rodeou o reconhecimento público de um homem bom cá da terra – Gaspar da Costa Ramalho. Levou anos, até que o bom senso imperou! Sabemos que o homem, tem momentos impulsivos, gosta de agradar. Agora por exemplo: atribuiu, nomes, como: Uma rua para Bruxelas, uma outra para Atenas e outra ainda à cidade de Dublin, completando o quadrívio, uma com 1º de Maio.
No mandato anterior da Junta de Freguesia, cá da terra, num dia de ideias brilhantes, atribuiu nomes a tudo quanto foi intervenientes na Revolução de Abril de 1974, e depois outros que se notabilizaram, no desmantelar do PREC.
Igual sorte, teve Timor-Lorosae, quando da visita a Portugal, do seu presidente. Foi uma euforia, um entusiasmo de enlouquecer, mas como nestas coisas foi efémero.
Por decisão, dos autarcas da freguesia, substituiu-se a Rua de Trás da Igreja, aberta quando do terramoto de 1909. Ainda nos tempos que correm, estão por serem homenageados, com um simples topominio, os Irmãos Roberto(s) - Vicente e Roberto Jacob, além de brilhantes toureiros, que muito divulgaram através da sua arte, a terra onde nasceram. Praticaram atos de grande filantropia. Quando necessário e em momentos de interesse lá são postos em evidência. Neste pequeno role, também recordamos, o Conde dos Arcos, cartaz e senhor de encher muitas páginas da história de Salvaterra de Magos. Teve nome numa rua, mas foi sol de pouca dura, foi substituído pelo nome do republicano Elias Garcia.
JOSÉ GAMEIRO
Nota: Alguns elementos retirados da Coleção "Recordar, Também é Reconstruir" - Apontamentos Nº 36 * Autor