Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
Os ZigueZagues, e a pouca importância histórica da Ponte da Vala Real
Não é meu timbre desde que abri este Blogue, ondear quer na vida da sociedade, quer na vida politica, praticada no nosso concelho. Certo é, que de vez enquanto lá me encontro num despiste, por dar largas às rédeas da galera, e não deixo passar em claro com uma ou outra nota, o que vou lendo, que julgo contrabalançar nas bordas do passado histórico de Salvaterra de Magos. Tento na minha modesta doutrina, neste campo, divulgar em jeito de crónica, situações reais, porque as vivi/ou delas estive perto. Mais não sei, apenas me socorro de autores credenciados e decerto, os meus leitores, que neste espaço procuram um pouco de mais conhecimento, farão o favor de me perdoar,de uma ou outra escorregadela. Agora, mais uma vez, cá estou, porque li do eleito autarca Nuno Antão, a sua intervenção politica, na última Assembleia Municipal, realizada nos últimos dias de 2011. O texto, descreve num ZigueZague, que nos cativa, a vida autarca do ano agora findo. Decerto levou a meditar e refletir quem o ouviu, como ficará pasmado quem o ler no site “Fazer por Salvaterra, Fazer por todos nós” . A dada altura, aquele politico da nossa terra, a propósito das novas obras a que vai estar sujeita a Ponte da Vala Real, cita a presidente da Câmara Municipal “A importância histórica da vala é nula!...” Fiquei triste, é com esta forma de acarinhar e preservar, o património da minha terra, que ele vai desaparecendo. A Ponte da vala real, vem de séculos, e segundo credenciados arquitetos nesta área, a ponte recebeu, no tempo da ocupação filipina, a adução de corta-águas em pedra “novidades para a época” que tiveram o seu inicio nos países árabes. Os reis Filipes, estiveram por várias vezes no Paço Real de Salvaterra de Magos, fazendo caçadas na sua Coutada. Aconselho os meus leitores, a lerem neste Blogue, nos meus livros, o II volume, “Recordar, Também é Reconstruir”, pois alberga o Caderno de Apontamentos Nº 35, sobre a Vala Real. Como tenho guardado, uma notícia publicada no Jornal “O Mirante”, do passado mês de Outubro, aqui está: ADJUDICADA NOVAS OBRAS NA PONTE DA VALA REAL "Foi adjudicada à empresa Teixeira Duarte a empreitada de recuperação da ponte do Cais da Vala, em Salvaterra de Magos. O valor da obra é de aproximadamente 149 mil euros e tem um prazo de execução de 90 dias. Como O MIRANTE informou na altura (ver edição 07-07-2011) estas obras não estavam previstas tendo a autarquia dotado no Orçamento de 2011 uma rubrica com cerca de 150 mil euros para a execução dos trabalhos. A ponte, que sofreu obras de reabilitação há cerca de três anos, precisa de nova intervenção. Segundo explicou na altura a presidente do município, Ana Cristina Ribeiro (BE), as obras de requalificação incidiram sobre a estrutura da ponte e os seus arcos. Ana Cristina Ribeiro (BE) refere que o “problema” está relacionado com a passagem de água. “A passagem de água provocou fissuras que causaram o abatimento e não tínhamos conhecimento dessas fissuras por isso só reabilitamos a estrutura da ponte”, referiu a autarca esclarecendo que “espera não ser necessário” gastar todo o dinheiro que está estipulado para as novas obras de reabilitação". Nota: Na 1ª Foto, o autor está sentado no muro da Ponte, na 3ª posição (no tempo em que se andava descalço)- 1951 * 2ª Foto, o autor visita a Ponte 50 anos depois JOSE GAMEIRO


publicado por historiadesalvaterra às 21:00
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
"SOMOS OS ÚLTIMOS" - Disseram os eleitos de Foros de Salvaterra
Está de parabéns o Jornal informático “Fazer por Salvaterra, Fazer por todos nós”, da responsabilidade dos autarcas eleitos pelo PS, concelho de Salvaterra de Magos Dia a pós dia, vai aquele espaço informativo, dando-nos a conhecer o que se vai passando nas “Autarquias do Concelho”. Isto é; Nas reuniões de Câmara, Assembleia Municipal, e o que se passa nos órgãos oficiais das 6 Freguesias Agora acaba aquele Blogue, de dar luz pública a intervenção dos eleitos socialistas, da Freguesia dos Foros de Salvaterra, na última assembleia municipal, que fechou o ano de 2011. Pelo que lemos, Além do agradecimento que fazem aos antigos deputados municipais, que muito se empenharam à época, para levarem a cabo o processo da criação da Freguesia dos Foros de Salvaterra, que culminou com a publicação do Decreto-Lei em 31 de Dezembro de 1984. O tempo passou, agora é uma comunidade de cerca de 5.000 habitantes, as carências ainda são muitas, e crêem aqueles representantes eleitos pelo PS, que aquelas milhares de almas, são sempre as últimos a serem escrutinadas nas decisões dos poderes políticos que tomam decisões na autarquia municipal, como é a Câmara. Fazem referência, a um corte de árvores, que levou a “esmo”, Pinheiros, Eucaliptos e Choupos, deixando ficar mais pobre a já antiga Barragem de Magos, que sempre foi um bem, sempre resguardado, para os tempos lúdicos. Disseram na sua intervenção em jeito de reparo, perante tal brutalidade contra a natureza. Uns encolhem os ombros. Outros, não é nada connosco!.... Ao ler-mos aquele grito de revolta dos socialistas dos Foros de Salvaterra, logo pensamos se não seria caso igual, ao que aconteceu, com os Sobreiros, deitados abaixo, a tão pouca distancia da nossa Várzea Fresca. Mas enfim, adiante!... Um outro reparo, foi feito. As suas necessidades – as necessidades dos Foros de Salvaterra e Várzea Fresca, são tantas, que solicitaram uma reunião de trabalho, com o executivo da câmara, na pessoa da sua Presidente, e só no inicio de Dezembro teve lugar, três meses depois de pedida, esteve presente um funcionário para os ouvir. Lastimável disseram!.... Estes último relato trouxe-me à memória, tantos reparos que os eleitos socialistas, nos vão dando, quanto às reuniões que não são feitas, por mudanças de horário à ultima hora, outras com falta da presença da presidente da câmara (que são muitas), e actas das reuniões por assinar com meses de atraso. Enfim, o povo votou, tem aquilo que merece!.... JOSE GAMEIRO


publicado por historiadesalvaterra às 20:21
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
O TANQUE, DE ÁGUA, QUE SERVIU PARA O GADO MATAR A SEDE!...
Há muito que vínhamos escrevendo que ele existiu!.... Vem de há séculos, o registo da existência do Fontanário Santo António. Era uma Fonte que recebia água através de um longo subterrâneo, de uma nascente, que tinha a máe-de-água, mesmo por debaixo onde foi construído, por volta de 1987, o prédio que veio albergar uma instituição bancária, confinando com a actual Av. Dr. Roberto Ferreira da Fonseca. O antigo Fontanário, um dia por volta de 1957, foi destruído ficando “emparedado” com o muro do atual Jardim, na Praça da República. Também nunca deixámos passar em claro, a existência de um grande tanque que recebia o excesso da sua água. Nada se perdia. A água corria a céu aberto pela Trav. do Secretário, para encher aquela construção em pedra de lioz. Era uma construção normal, a tirar para o cumprido, com uma altura por volta de um metro, as lages que faziam as suas paredes,mostravam uma espessura, que suportava uns milhares de litros de água, e quando cheio, deitava o seu excedente para uma pequena vala, que a transportava até à vala real. Era ali, que o gado em manadas, ladeando a vila, pelos terrenos de trás-de-monturos, se sedentavam da canseira de muitas horas percorridas nas suas idas e vindas através dos campos de Salvaterra. O próprio gado leiteiro que tinha estábulo, na vila, ali vinha beber ao cair da tarde. A sua limpeza interior, do verdete que ia aparecendo, era feita numa média de três vezes por ano. Por volta, de 1957, meu pai e um outro funcionário camarário, ainda se encarregavam daquele trabalho, usando muitas vezes arreia do Tejo, com uns restos de pano retirados de velhas camisas. O rapazio, não se atrevia, talvez por medo ou respeito, a atirar um pequena pedra lá dentro, o mesmo acontecia ao regato que lhe transportava a água, pois sabiam da sua importância, pra a vida da comunidade local. Um dia, talvez em 1985, o executivo camarário, construiu naquele terreno umas instalações oficinais, e vai daí como o tanque à muito não servia, entulhou-o. Desapareceu, assim mais mais um vestígio de outros tempos, de outros modos de vida do povo de Salvaterra. Alguns centenários eucaliptos foram resguardados da destruição, continuando nas suas altas copas ciclicamente,ano após ano, as muitas cegonhas a nidificar nos seus grandes ninhos. Uma cabine transformadora de electricidade, para reforço do abastecimento público à vila, foi ali construída. Há dias, numa limpeza ao terreno que circunda, as precárias instalações oficinais municipais, e o canil municipal, foi posto a descoberto a base do grande Tanque,sem vestígios das suas grandes lages que lhe tinham servido de paredes.Estas talvez, estejam misturadas com o muito entulho removido. O Tanque, decerto para muitos, especialmente as gerações mais novas nada lhes diz, no entanto era emblemático, fazia parte das memórias da história de Salvaterra de Magos, que tão parco está,do que nos possa mostrar do seu passado. Nota: No caderno de Apontamentos Nº 36, “ O Abastecimento de água a Salvaterra, através dos séculos” incluído no II Volume da Coleção “Recordar, Também é Reconstruir” - editado no Blogue: www.históriadesalvaterra.blogs.sapo.pt Fotos: 1 – Fonte de Santo António, quando da sua destruição (1957) * 2 – Os Eucaliptos, ladeados de água, quando as águas das cheias ali chegavam (1960) * A base do grande Tanque de água, agora posto a descoberto* Fotos do Autor JOSÉ GAMEIRO


publicado por historiadesalvaterra às 11:36
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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
Faleceu o Pe João António da Costa Ferreira
Já passaram alguns dias, do falecimento do Pe João António da Costa Ferreira. Certo é, que só agora tomei conhecimento do acontecido. Foi sepultado, no cemitério da sua freguesia natal. A notícia, consternou-me!... O Pe João Ferreira, ainda tinha muito para dar à sua Igreja. Era um devotado servidor, da sua fé cristã. Fé, que desde menino, lhe foi abrindo os horizontes, percorrendo os caminhos de Deus de modo que pudesse responder ao Senhor, num diálogo pessoal, livre e responsável. Este sentimento de grandeza, foi desenvolvido numa carta, que dirigiu aos Cristãos da Igreja de Santarém, nos dias que antecederam ao iniciar o seu apostolado, pois queria informar a comunidade – paroquial e seminário de Santarém, foi lá que se preparou e recebeu os ensinamentos para a alegria de servir o seu Deus. Como sempre que nos encontrávamos, ia –me dando conta da sua caminhada, mas naquele dia pediu-me que desse à estampa no jornal “Aurora do Ribatejo”, pois eu, na época era um colaborador assíduo daquele semanário. O Pe João Ferreira, nasceu em Salvaterra de Magos, quando se sentiu preparado foi ordenado presbítero,no dia 22 de Julho de 1979, passando a Diácono, testemunho que recebeu das mãos do então Bispo, da capital do seu distrito, invocando sobre ele a acção do Espirito Santo. Uns dias depois, a 29 daquele mês na Igreja Matriz, onde tinha sido baptizado, celebrou a sua “Missa Nova”, estando presentes o Bispo Auxiliar de Lisboa; D. José Policarpo em representação do Bispo de Santarém. Na homilia, o jovem padre João da Costa Ferreira, agradeceu a presença daquele representante da sua Igreja, a todos os sacerdotes e seminaristas que com ele conviveram durante anos no seminário de Santarém, fez sentido destaque da amizade deles recebida. A Igreja, encontrava-se repleta de fiéis, seus conterrâneos, que auguraram-lhe boa caminhada, nas veredas da tarefa que tinha escolhido, ser cumpridor do Evangelho, pois como dizia na sua missiva; Deus, apanhou o seu coração!.... Às suas irmãs, também minhas amigas, as minhas condolências. JOSÉ GAMEIRO


publicado por historiadesalvaterra às 21:37
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011
DO CENTRO DE DIA - AO LAR DE IDOSOS!...
Nos dias que correm as pessoas de terceira idade, agora “pomposamente” chamadas de seniores, tem dado assunto para páginas e páginas de literatura, horas de conferências, especialmente nos debates televisivos, onde ficam registadas sábias lições sobre gerontologia. Corria o ano de 1985, muito pouco se tinha feito em Portugal, em benefício dos que um dia tinham chegada ao “fim da linha” e se encontravam agora desamparados, pois seus familiares passaram a ter outros modos de vida e tempo, para os aconchegar no seu lar. No entanto era uma prática que se vinha implementando no país, na década anterior. Naquele ano, em Maio, fiz publicar no semanário “Aurora do Ribatejo”, uma notícia onde destacava a iniciativa de um grupo de “amigos de boa vontade” da Misericórdia de Salvaterra de Magos, em construir um Centro de Dia para Idosos, com o apoio ao domicílio, o que era raro no país. Aquele original, teve eco noutros meios de comunicação, que a reproduziram e foi assunto da semana. Um deles, foi a rádio comercial no seu programa “As Cidades e as Serras”, que o reproduziu em diversos serviços noticiosos. Desde o dobrar do século, que se aventava a necessidade, da criação de uma casa daquele tipo, na vila, sede do concelho. O momento chegou! O grupo reuniu-se num sábado, e levou a cabo um peditório, pelas ruas de Salvaterra. A população da vila, estava previamente informada, mas não deu o apoio esperado à iniciativa. No final, os elemento do grupo, abriram os sacos de plástico, e o resultado de algumas horas de forte empenho, era insignificante, resumia-se a um punhado de notas de 20 escudos cada um. Os promotores da iniciativa, não desanimaram!... Voltaram à rua, e batendo nas portas, no final acabaram por verificar, que eram parcos os resultados. A população, continuava a não colaborar. Persistindo no “sonho” receberam o apoio da câmara municipal, através de António Moreira e Joaquim Mário Antão; Presidente e Vereador da Câmara Municipal, que além de um subsídio, foi colocado ao dispor um espaço, no antigo edifício pombalino, próximo da trav. do Secretário. O Governo Civil de Santarém e outras entidades oficiais, acarinhando a iniciativa, ofertaram algumas dádivas. O Centro de Dia, foi finalmente inaugurado em 21 de Junho de 1985, acolhendo grande número de idosos, que ali passaram a ficar instalados todo o dia, libertando as suas famílias, para as suas actividades profissionais. Agora, as inscrições “choviam” todos os dias!.... Os doentes, e idosos acamados nas suas residências, passaram diariamente a ser visitados e tratados, o que era uma novidade, uma viatura foi adquirida para tal fim. Os seus promotores, que não desistiram, e continuaram a “sonhar” por um espaço novo e moderno. Tinha que ser emblemático, no campo da solidariedade social. A Misericórdia local, estava no bom caminho. O grupo, inicialmente composto por: José Teodoro Amaro , José Luís Serra Borrego, Armando Rafael Oliveira, António José da Silva, José Rodrigues Gameiro(José Gameiro), João Castanheira, Eurico Norberto Santos Borrego e João António Nunes Silva. LAR E CENTRO DE DIA PARA IDOSOS O grupo inicial, que desde 1977, esperava a aprovação no Departamento e Equipamento Social, do Ministério da Segurança Social, o apoio para a construção de um novo edifício, viu luz ao fundo do túnel, tinham desbloqueado o necessário apoio. Na sua edição de 15 de Abril de 1992, o Jornal Vale do Tejo-JVT, saiu a reportagem, que fiz, da inauguração do edifício do Lar para Idosos, pela Misericórdia de Salvaterra de Magos, construído nos seus terrenos, no antigo Pinhal da Vila. “Ao acto solene, esteve presente o secretário de estado da segurança social, Dr. Vieira de Castro. Entre outros convidados oficiais, encontrava-se o Bispo da Diocese de Santarém, D. Manuel Pelino e o presidente da câmara municipal; Dr. José Gameiro dos Santos. Entre a multidão presente, encontravam-se (numa posição de anonimato), aqueles que um dia levaram a cabo a iniciativa da construção da obra. Na altura, o Provedor, da Santa Casa da Misericórdia de Salvaterra de Magos, Armando Oliveira, numa alocução que interpretou o quanto ia na alma de todos aqueles seus companheiros, que tanto se tinham esforçado, para a concretização de tão benemérita iniciativa. “ Para que a velhice não seja um peso, mas sim um continuar da vida, onde o amor e fraternidade do ser humano, são postos ao serviço do seu semelhante – Seja tudo isto o que damos aos outros, faz-nos mais humildes e felizes”. No rosto de alguns amigos daquela obra, uma lágrima de emoção rolou, não estava ali presente o José Teodoro Amaro, a morte tinha-o levado alguns dias antes. Não viveu estes momentos felizes enquanto viveu, era um homem que, sempre se dedicou com empenho e espírito de solidariedade às instituições da sua terra. Anos mais tarde, uma outra iniciativa foi levada a cabo pela Misericórdia, aproveitando as antigas instalações hospitalares, no centro da vila, ali foi instalado um outro serviço de apoio a idosos e deficientes – O CATAI. Nota: Fotos e Texto, com base no Caderno de Apontamentos Nº 5 “Colecção-Recordar, Também é Reconstruir” – do autor JOSÉ GAMEIRO


publicado por historiadesalvaterra às 18:09
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
Largo Dr. Oliveira Feijão - ( Vrs Praça da República)
Era um vasto terreno, já tinha albergado os bonitos jardins do paço real de Salvaterra de Magos, conforme consta em diversas narrativas. Além de florido, também entre as suas árvores as Tílias, perfumavam os ares da vila, em dias de Primavera. Por volta de 1892, há muito que o edifício real e seu jardim, faziam parte das recordações, apenas por ali algumas árvores se mantinham de pé. Naquele ano os autarcas, remodelaram aquele espaço. Foi feita a construção da estrada para o Escaroupim, através de Trás-de-Monturos, que recebeu estacaria, e os lados - da capela e do câmara, as escadarias então existentes, deram lugar a vias para circulação de carros. O Largo, com algum arranjo deu lugar a um mercado diário e um espaço ajardinado, devidamente murado a meia altura e gradeamento em ferro, continuando ao fundo com as escadas de acesso à fonte. Àquela nova urbanização, foi dado o nome “Dr. Oliveira Feijão” O novo regime republicano de 1910, depressa limpou da vila, muita da sua antiga toponímia. Oliveira Feijão, deu lugar a Praça da República.
Sempre tive curiosidade em saber, quem foi Oliveira Feijão. Um ou outro documento, levava-me a que tinha sido condiscípulo de Gregório Fernandes, natural desta terra, juntos estiveram nos estudos de medicina. O nome também aparecia, em registos de convidados, nas ferras de gado bravo das casas agrícolas; Roquette e Roberto(s). Recentemente foi-me oferecido um livro, “A Freguesia da Várzea” (concelho de Santarém), pelo autor, por António Miguel Ascensão Nunes (José Varzeano), nele encontrei outras importantes revelações. Com a respeitosa autorização de (José Varzeano), muitos dados sobre Oliveira Feijão, aqui registo. • Francisco de Oliveira Feijão, nasceu em Almada, em 24 de Novembro de 1850, faleceu na Quinta da Mafarra, em 11 de Novembro de 1918. Completou o curso de medicina, em 1873, foi nomeado para o Banco do Hospital de S. José, em 1874, sendo director de enfermaria, no ano seguinte. Em Portugal, foi primeiro a fazer uma ovaritomia (um tumor no ovário), fez também operação da tiroidectomia. • Por Decreto de 1881, foi promovido a Lente, regeu as cadeiras de obstetrícia, de patologia e de clinica cirúrgica. Acompanhou os reis D. Carlos e D. Amélia, na viagem, que estes fizeram aos Açores, pois já era médico da Real Câmara. • Com a implantação do regime republicano, deixou de exercer a medicina e dedicou-se exclusivamente ao ensino e à agricultura. Como lavrador, foi na Quinta de Mafarra (Várzea de Santarém), que desenvolveu novas técnicas agrícolas, e com entusiasmo as ensinava às gentes do campo. Como político, foi deputado independente, defendendo a causa dos agricultores. No Congresso Vinícola, realizado em 1900, esteve presente em representação do Sindicato Agrícola do Distrito de Santarém. Em 1905, participou, noutros congressos, onde apresentou muitos estudos que fez sobre a Azeitona. Aproveitou a sua Quinta da Mafarra, para desenvolver estudos, especialmente nos ovinos, tendo esta espécie dado-lhe fama além fronteira. Sendo um poliglota, era no Francês e no Latim, que se sentia mais à vontade, para além da sua língua - a de Camões. Os jornais da época, não deixavam de acolher os seus abalizados escritos, tocando diversos temas na área da medicina, disso nos lembrou Virgílio Arruda. • Oliveira Feijão, sendo bom cavaleiro, não olvidava convite para uma ferra de gado bravo, de gente amiga do “seu” Ribatejo. Festejos empolgantes, que lhe faziam esquecer presenças vividas nos grandes salões, antes do Regicídio. Francisco de Oliveira Feijão, no seu tempo, não deixou de ter no campo da medicina, um espírito humanista, nunca recusando uma consulta graciosa, às gentes da Várzea, como consta nos arquivos antigos de uma farmácia da Vilgateira. Nota: Com tantos dados agora reunidos, faço pressunção que seja a mesma pessoa, caso contrário em devida altura, farei a devida retificação. JOSÉ GAMEIRO


publicado por historiadesalvaterra às 17:34
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Domingo, 28 de Agosto de 2011
A TOPOMINIA DA VILA DE SALVATERRA
Acabamos de ter conhecimento por um post no Blogue: Fazer por Salvaterra – Fazer por todos nós, de um oficio que a junta de Freguesia de Salvaterra de Magos, endereçou à câmara municipal, dando conta da atribuição de topóminios, nesta freguesia, em 6 e 30 de Junho de 2011. Lamentável, dizemos nós, que estas decisões unânimes sejam feitas sem uma consulta pública prévia. Bem se desejava que assim fosse. Os fregueses, deveriam ser convidados, nem que fosse através de um comunicado à população para cada situação destas, no intuito de opinarem com bases consistentes, já se vê. As toponímias de uma povoação, dizem respeito a um povo, e não a um punhado de iluminados, que em dado momento têm o poder nas mãos. Elas, as decisões, especialmente de atribuir nomes às ruas, deveriam perpetuar, os insignes filhos da terra, que se distinguissem, do mais comum dos seus patrícios. E eles existiram, existem nesta terra, em muitas áreas desde o campo sociocultural à filantropia. Sabemos, pelo menos os mais antigo sabem, das dificuldades que rodeou o reconhecimento público de um homem bom cá da terra – Gaspar da Costa Ramalho. Levou anos, até que o bom senso imperou! Sabemos que o homem, tem momentos impulsivos, gosta de agradar. Agora por exemplo: atribuiu, nomes, como: Uma rua para Bruxelas, uma outra para Atenas e outra ainda à cidade de Dublin, completando o quadrívio, uma com 1º de Maio. No mandato anterior da Junta de Freguesia, cá da terra, num dia de ideias brilhantes, atribuiu nomes a tudo quanto foi intervenientes na Revolução de Abril de 1974, e depois outros que se notabilizaram, no desmantelar do PREC. Igual sorte, teve Timor-Lorosae, quando da visita a Portugal, do seu presidente. Foi uma euforia, um entusiasmo de enlouquecer, mas como nestas coisas foi efémero. Por decisão, dos autarcas da freguesia, substituiu-se a Rua de Trás da Igreja, aberta quando do terramoto de 1909. Ainda nos tempos que correm, estão por serem homenageados, com um simples topominio, os Irmãos Roberto(s) - Vicente e Roberto Jacob, além de brilhantes toureiros, que muito divulgaram através da sua arte, a terra onde nasceram. Praticaram atos de grande filantropia. Quando necessário e em momentos de interesse lá são postos em evidência. Neste pequeno role, também recordamos, o Conde dos Arcos, cartaz e senhor de encher muitas páginas da história de Salvaterra de Magos. Teve nome numa rua, mas foi sol de pouca dura, foi substituído pelo nome do republicano Elias Garcia. JOSÉ GAMEIRO Nota: Alguns elementos retirados da Coleção "Recordar, Também é Reconstruir" - Apontamentos Nº 36 * Autor


publicado por historiadesalvaterra às 19:33
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Terça-feira, 26 de Julho de 2011
TER CREDITO OU CRETO, EIS A QUESTÃO
Em todos os tempos houve crises, o povo sempre teve onde arranjar coragem e métodos para sair delas. Nesta que nos apoquenta nos dias que passam, a poupança e o trabalho, são atributos indispensáveis para ultrapassa-la. Nos anos que se seguiram à segunda guerra mundial, a riqueza da gente trabalhadora, era daquelas que corrói a algibeira e a alma. Em Salvaterra de Magos, a miséria era devassadora, o trabalho rural era o meio de subsistência da maioria da população. As jornas, essas eram de pagar a maltrapilhos. Aos domingos à tarde, era na praça de trabalho, uma para homens outra para mulheres, que se esperava por trabalho. Quantas tardes, daqueles dias, estive brincando com outras crianças na Avenida que dá para a rua Dr. Gregório Fernandes, enquanto minha mãe sentada no chão, junta com as do seu grupo, esperavam por novas e mandadas. Era ali, que as particularidades da vida de casa, da família, eram descosidas. As mais novas, acabadas de ter homem, orgulhavam-se de ter recebido Creto, numa das lojas da terra, e disso fazia alarde. Muitas vezes, o Crédito era concedido com o empenho de uma pessoa próxima, especialmente da mãe, já cliente da casa. O assunto vinha à baila para fazer pirraça a umas outras, que andavam na boca do mundo, por ficarem a dever – não satisfazendo os seus compromissos do Creto, linguagem destorcida do povo. Quando a conta do Crédito, era aberta, era acompanhada da oferta de um pequeno livro – o rol, onde as compras eram assentadas. Muitas vezes, o acerto (pagamento), era semanal, mensal ou anual. Neste último sistema, os fregueses tinham em vista, a venda de um porco depois de muitas meses de grandes canseiras para o engordar. Uma outra forma de angariar comida para a família, quase sempre numerosa, era usada por muitos Foreiros, de Foros de Salvaterra. Além das lojas na vila, um muito frequente, era feito junto dos lavradores de Salvaterra, que lhes concedessem alguns sacos de trigo, milho e centeio. No empréstimo de dois sacos (cada saco tinha 100 kgs de peso), um aperto de mão selava o negócio. No final dos trabalhos agrícolas anuais, pelo S. Miguel, eram devolvidos os dois sacos, acompanhados de outros dois em paga. Era o sistema 2x2. Estas sementes,; trigo, milho e centeio, dava para mandar fazer farinha, para a cosedura de pão para a família durante o ano e semear, nas suas terras de sequeiro. JOSÉ GAMEIRO


publicado por historiadesalvaterra às 22:41
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Sábado, 18 de Junho de 2011
BEBE, BEBE, LAURA...! QUE ÉS UM HOMEM AOS REMOS
Estava-se pelo dobrar do século XX, ali mesmo juntinho à boca da vala, no lado direito, existia uma propriedade da família Roquette, com uma grande plantação de vinha. O rendeiro vitivinicultor, José Lino, todos os anos, dava trabalho a um rancho de mulheres. Uns metros acima, mesmo na entrada do Bico da Goiva, onde as águas do rio Tejo, e as da Vala Real se encontravam existia duas construções em madeira – eram as casas de dois casais de pescadores; Na família do Ti, Padinha do Vau, havia dois filhos, a Florinda e o João. A Ti Laura Soizeira, era a outra família, que também tinha dois filhos;. Um rapaz e uma rapariga, esta de nome Olinda. Muitos anos depois, a Florinda, casou com um pedreiro da vila, que veio a ser empreiteiro em Setúbal, e o irmão João Padinha, casou com a vizinha Olinda. O rapaz, da Ti Laura, quando jovem adolescente, passou a ser um visitante assíduo das cadeias, tinha entrado numa quadrilha de assaltantes de galinhas e gado. A vinha, tinha estado em repouso desde Setembro passado, época da última vindima. As cepas, precisavam agora de poda, para iniciarem um novo ciclo de vida. Aqueles dias de Inverno, eram iguais a tantos outros, nada mudara. Ainda a claridade, estava longe de dar sinais, já em muitas casas se ouvia os galos cantar, como se fossem um relógio. Nas ruas de Salvaterra, as mulheres gritavam, umas pelas outras. De porta em porta, como “ratazanas” em correria, lá iam aparecendo, o tempo bem visto andava aí pelas 5 horas da madrugada. As mais jovens com os filhos, pela mão, ou ao colo, juntavam-se ao grupo na ponte da vala real. O frio e o nevoeiro continuavam havia alguns dias, não ajudando nada a caminhada a pé pelo valado, até à Boca da Vala. Minha mãe, tinha-me feito para usar nas mãos, uns adornos, de umas meias já muito usadas, onde cortara a parte da frente, para que os dedos ficassem livres. As outras crianças, usavam o mesmo agasalho, que nos assentava que nem umas luvas. Quando o sol dava sinais de si, já todo o rancho estava a iniciar o trabalho, o capataz, conhecido pela alcunha do "Ramo em Pé" não era homem de esperas. A rapaziada, era sentada, em volta de uma fogueira feita com vides (pequenos ramos, das videiras, em época de poda). A “rainha” mandara atear, o lume que viria a servir pelas 10 horas, tempo em que uma mulher mais velhota, começava aquecer, no Cambariche, as pequenas panelas de esmalte azul, algumas já muito descoloridas,por tanta queimadura, com a comida para o almoço. A refeição durava uma hora,tomada em grande pressa, pois o tempo era escasso e tinham de cuidar também dos filhos. As companheiras, que não tinham ali os filhos davam uma preciosa ajuda. O almoço muitas vezes era uma saborosa sopa, feita um ou dois dias antes para a ceia)(1). Alguns homens, aproveitavam o lume e ali faziam o agora famoso "Torricado". Cortavam um pão de quilo já duro, ao meio,faziam com a navalha,pequenos quadrados,espetavam-no numa vara que verga-se (de salgueiro, ou de marmeleiro) e, a uma distância, que num lume brand o pão torrava até aloirar levemente. Este era depois, untado com toucinho cozido, azeite ou alguma sardinha assada. Era por vezes o almoço dos trabalhadores rurais. A pequena Olinda, desde a nascença dificiente num pé, brincava mais com as raparigas. Os rapazes, à falta de outro entretém, escolhiam como alvo um pequeno aramado, que servia de capoeira, dos galináceos da Ti Laura. Um galo de grande porte, daqueles com cores; verde, azul e avermelhado, com uma crista bem vincada, que pedia meças a um pedaço de carne, pendurado debaixo do bico. O bichano, defendia com galhardia o seu espaço, dando grandes saltos, de peito em riste e, com as patas em sinal de ataque, mostrando as unhas, fazia-nos desertar para longe da contenda. As duas famílias, pescavam em pequenos barcos varinos(conhecidos por bateiras),nas águas do Tejo e, a venda do peixe era feito no cais da vala de Salvaterra de Magos. Ali estavam sempre dois guardas-fiscais, do Posto daquela polícia, sediado num edifício junto ao Fontanário do antigo Largo de S. Sebastião. A Ti Laura, tinha de remar durante horas a fio, para colmatar todo aquele esforço, afogava-se nos no vinho, cuja garrafa tinha sempre à mão. Então ouvia do marido; Bebe… Bebe… Laura, que és um homem aos remos. O povo rural, depressa passou a usar aquela forma doentia de incentivar um esforço de trabalho, especialmente por uma mulher. Muitas e muitas gerações já passaram, ainda aqui e ali se ouve em Salvaterra de Magos, esta “bizarria”. Bebe, Bebe, Laura…! És um homem aos remos. (1) - Sendo uma refeição que se comia em toda a Leziria ribatejana, a sopa; era composta de feijão branco, ou vermelho, couve,batata,cenoura,uns pedaços de carne de porco e algumas rodelas de chouriço preto e outras do encarnado e às vezes uma farinheira * Nos tempos modernos é servida, na restauração como: Sopa da Pedra * Foto de: Luis Vasconcelos - 1983 (Jornal O Diário) JOSÉ GAMEIRO


publicado por historiadesalvaterra às 10:48
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011
CANALHA RELES!....
Tantas vezes ouvi este “ralhete” em termos de critica, da minha querida professora, Natércia Rita Assunção. Ela, empenhava-se na boa formação cívica dos seus alunos. Estava-se, no dobrar do séc. XX, as gerações anteriores, estavam ainda muito imbuídas na doutrina, da boa formação sócio-cultural, das crianças, que transmitiram as gerações vindouras, preparando-as para a vida dificil,enquanto fossem gente. A escolaridade tinha passado a ser obrigatória (4ª classe), cada turma tinha uma média de 40 alunos. Nos dias, em que alguns - os mais malandrecos, faziam algo de condenável, na escola, ou mesmo quando as brincadeiras do dia-adia a isso proporcionavam, e algumas “diabrites” chegavam aos seus ouvidos, especialmente por intermédio das avós, lá estava a voz firme da minha querida professora, tantas vezes por mim lembrada. Os netos, enchiam a casa das avós (havia famílias que tinham, muitos filhos), enquanto os pais saiam de madrugada para os trabalhos do campo. Estes, mesmo assim, estavam atentos, à educação dos seus filhos. O rapazio, nas brincadeiras, não deixavam de ter as suas querelas,entre um ou outro,era resolvido, com um “sopapo”, mas tudo ficava por ali. Qualquer comportamento fora da “onça”, quer na escola, quer nas brincadeiras diárias, logo queriam saber qual a razão. Na escola, lá estava o “raspanete” de canalha reles!... Em casa a dose era a dobrar. As raparigas, entretinha-se mais nas lides da casa, aprendiam a fazer comer e costurar. Por Por norma, os rapazes, tinham tarefas mais exigentes a cumprir. Eu, por exemplo: todas as tardes (a escola era de manhã), antes das horas da brincadeira, (a rua era o meu espaço) tinha a meu encargo entre outras coisas, levar um balde com comida ao porco, que estava num rodeio. Era uma caminhada, de cerca de um Km, desde a Capela da Misericórdia até à zona das pocilgas, por detrás do Cemitério de Salvaterra de Magos. Todos os dias, à tardinha, lá ia buscar uma garrafa de leite, que meu avô paterno, tirava da vaca e oferecia ao neto, meu irmão Cassiano. Outros dias, tinha a responsabilidade de recolher as sobras de comida (as leveduras), que eram juntas em diversas casas, e serviam para alimentar o porco que se engordava, para aumentar o pecúlio familiar. No verão, lá ia regar uma pequena “boiça”, num terreno a caminho da Praia dos Tesos, espaço que muitas famílias trabalhavam como hortado. Ali, cultiva-se de tudo, dava para alimentar a família e vender nos pequenos espaços comerciais da vila. Tudo isto se passava, enquanto criança dos meus apenas 8/9 anos de idade. Com tais encargos diários, o sentido da responsabilidade era incutido às crianças, que serviria para a sua vida futura. Naquela geração, mesmo com as restrições próprias da época, vieram para a vida ativa do país; médicos, advogados, padres, operários, etc. O tempo mudou. Novas gerações vieram, as crianças desde o berço vão para a Creche, depois o jardim de Infância, a seguir o Primeiro-Ciclo, acabando na Universidade,já na idade adulta. Pelo meio desta caminhada perdendeu-se o convivio no ambiente familiar, os pais deixaram de ter tempo para ouvir os filhos. Os jovens ainda mal sabem falar e escrever a língua de Camões,já carregam sobre si tantos vícios,muitos deles os acompanharão pela vida fora. Os novos tempos trouxeram-lhes de mão beijada, telemóvel, computador, bebidas consumidas a rodos e cigarros nas mãos, encargos que os pais têm de suportar. Quando a idade da transformação aparece, quer nos rapazes, quer nas raparigas, a confusão da "feitura da personalidade" instala-se, não foram ensinados, não aceitam responsabilidades, mesmo pequenas do dia-a-dia. Por tudo e por nada, vai-se à escola, pedir messas aos educadores; os meninos estão traumatizados!... É preciso um psicólogo, dizem os alunos, dizem os pais e dizem os professores. Os desacatos, na escola de hoje bradam aos céus, com casos de grave violência, onde subressai o Bollyng, que alguns ainda se deleitam a mostrar gravados, no seu espaço das redes-sociais. As adolescentes mães-solteiras, pululam por aí. O casamento deixou de ser um ato sério e assumido, ao mais pequeno "sarapatéu", aí está o divórcio, muitas vezes com filhos pequenos e entregues aos já idosos avós, porque os pais querem continuar uma vida de irresponsabilidade. Quanto tenho saudades, daquela forma de ser educado. Da minha prof. Natércia Rita Assunção, que em 1986, fiz parte do grupo que lhe prestou sincera e merecida homenagem, pois durante 40 anos, gritou: “Canalha Reles!.... JOSÉ GAMEIRO


publicado por historiadesalvaterra às 22:47
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