Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017

Crónica do Nosso Tempo - UM CORETO EM SALVATERRA

por telefone pessoa amiga, pediu-me algumas informações sobre a existência de um Coreto, em Salvaterra de Magos - motivo de tal preocupação - as obras de conservação do existente frente à Igreja de Muge, * Aqui vai; Por volta de 1892, em Salvaterra, existia vários e aguerridos grupos musicais, que por falta de espaço para actuação aproveitaram a remodelação do Jardim em frente à Câmara Municipal, pedindo que ali se construí-se um Coreto ( por ser pequeno de estrado actuavam entre-calados e só na época de verão * Em Muge também foi construído sob o mesmo desenho * Os anos passaram, aqueles grupos tiveram o seu fim * Com novas obras em 1956/57, naquele Jardim, tanto a sua vedação como o Coreto desapareceram * Por volta de 1957/58, o executivo camarário, encarregou o Carpinteiro; José da Silva - conhecido por José Batata, na construção de um outro Coreto, mas em madeira * A Banda música dos Bombeiros, lá o usava algumas vezes em tempo de verão, ou quando havia festas na vila * Era muito solicitado "por empréstimo" para festas das terras em redor chegando ir ao Montijo (1) * Durou pouco tempo, passava muitos meses arrumado a um canto. Nos tempos que correm justifica-se a construção de um novo Coreto? !... *********** (1) - na sua montagem e desmontagem lá estavam o José Batata, e como ajudante; José Gameiro (José Pataco), empregado municipal * As cargas e descargas eram em camionetas de aluguer existentes em Salvaterra de Magos * Uma pergunta eu, faço a mim mesmo? JOSÉ GAMEIRO

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Crónica do Nosso Tempo - QUANDO OS BARQUEIROS LIAM AS NUVENS

Eramos um magote de crianças. Andávamos na escola da nossa terra, Salvaterra de Magos , e brincávamos no cais da vala. não deixávamos de ver os barcos serem puxados à cirga, pelo valado até à Boca da Vala, até porque estávamos no dobrar do séc. XX, e o movimento daquelas embarcações enchiam o movimento daquele porto. O tempo não estava para graças. os dias eram sombrios e longos. As manhãs nem sempre mostravam a geada da noite – aquela neve salgada que queimava os rebentos das sementeiras. Era tempo de Inverno,. O S. Martinho, já tinha tido o seu tempo. As mulheres rurais costuravam sentadas à porta nos dias solarengos, e os homens entretinha-se pelas tabernas da vila. A chuva de molha tolos, caía persistente, intercalada com queda forte, movida pelas rajadas de vento, que tudo partia, levando à frustração dos agricultores, que andavam em grande lavarinto, preocupados com as cheias, que poderiam estar ali por dias. Os marítimos ao redor de fogueiras, no cais da vala, na esperança de poderem abrirem velas grandes, bem amarradas com suas caranguejas ao mastro das embarcações, não fosse o diabo tesselas, num golpe de rajada, Os camaradas mais novos, ouvindo os mais experientes, que olhavam longamente para o ar, estudando o voltar das nuvens negras bem carregadas , neste estado lá diziam “isto é coisa para uns dias”, quando intercalavam com as mais brancas “ o tempo vai melhorar dentro de algumas horas””, até porque o vento está fraco, e se for de norte melhor, os aguaceiros, já são gotas de chuva, que antes de caírem provocam um ar quente. Os agricultores, não deixavam de diariamente procurar os mestres-arrais, de sua confiança, e com eles terem uma conversa ajaezada, e com informes favaoráveis, depressa davam azo às muitas soluções de trabalho , para os seus ranchos de trabalhadores. A primavera estava por aí em força !..... JOSÉ GAMEIRO

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Crónica do Nosso Tempo - O CLUBE SALVATERRENSE, FESTEJA ANOS,

O CLUBE FESTEJA ANOS, a noite ia bem adiantada, o frio junto com o navoeiro "tolhia-nos" o corpo e o pensamento. Estávamos aconchegados no sofá "embebidos" a ver a televisão (até porque a idade e saúde, a isso nos convidava). Os festejos dos Reis Magos, realizados em Madrid (Espanha), eram o centro da nossa atenção, de repente, aqui em Salvaterra de Magos, os foguetes estalaram no ar, veio-nos ao pensamentos, decerto comemorava-se os anos CLUBE DESPORTIVO SALVATERRENSE Esta colectividade, "bebeu" a sua origem no Grémio Artístico, que nasceu em 6 de Janeiro de 1925. "...... . Esta colectividade, tinha a sua sede na Rua do Forno de Vidro, mesmo ali à curva com a rua Machado Santos,, sendo um dos grandes impulsionadores, o sapateiro, de nome Gonçalves. que tinha oficina na Rua Forno de Vidro .....; e apenas como associados pessoas que tivessem profissões de operários como: Pedreiro, Barbeiro, Padeiro, Caixeiro de Balcão e Carpinteiro de Obra. tinha como equipe o "Foot – Bol * Club Estrela Salvaterrense, que apareceu depois de muitos pequenos agrupamentos, existentes na vila, terem sido expurgados......." JOSÉ GAMEIRO Nota: "Excerto retirado do livro - Origem do Clube Desportivo Salvaterrense" publicado em PDF * www.historiasalvaterra.blogs.sapo.pt José Gameiro ISSUU

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Crónica do Nosso Tempo - A SOLIDARIEDADE, APÓS O TERRAMOTO

Para atenuar a desgraça do abalo sísmico, ainda não tinham passado três anos quando no dia 25 de Janeiro de 1912, um grupo de 6 Salvaterrianos, veio até à Misericórdia da sua terra natal, e entregou 1.369$530, produto de uma subscrição pública, recolhida entre uma vasta colónia de patrícios que viviam em Lisboa. Naquele dia 23 de Abril de 1909, a tarde ainda ia a meio. Os ranchos de homens e mulheres rurais, só depois do sol posto, ouviam a voz do capataz “ por hoje basta!..” E numa correria, cada qual, “amanhava” as suas roupas e panela do almoço, e regressavam a pé, num passo de corrida, até à vila de Salvaterra de Magos, que ainda ficava a uns quilómetros de distância, tal como o faziam de madrugada, para “pegarem” no trabalho ao nascer do sol. Uns andavam, no Paul de Magos, outros no Mouchão do Gaspar, outros ainda no Campo dos Freires. Ao todo o campo da Lezíria ribatejana, estava cheia de trabalhadores. O tempo de Primavera, já “enxugava” as terras, depois das cheias de Inverno - era época das sementeiras. Na vila, eram 5 horas e 5 minutos, a terra tremeu. Era um terramoto, muitas casas caíram, outras ficaram em parte desmoronadas. Os patrões, depressa “arregimentaram” trabalhadores disponíveis nas suas Abegoarias, e cavalgando em animais numa louca correria, levavam o recado para o pessoal “despegar” e que viessem todos em fila – nada de grupos !.. Ás almas bondosas da terra, juntaram os lavradores, depressa num grande celeiro estavam reunidas a tomar previdências. As réplicas do sismo, iam dando mostras de continuarem, mesmo nos dias seguintes. A solidariedade, depressa chegou de todos os cantos do país e do mundo, para atender também as vitimas de Benavente e Samora Correia. Foi num relato impressionante, que me contou, José Caleiro, em 1980, um dos poucos idosos ainda vivos, que viveram aquela desgraça. JOSÉ GAMEIRO

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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2017

Crónicas do Nosso Tempo - A Taberna do Victor, foi fechada!...

ACTOS, SÃO FACTOS, Fecharam a Taberna do Victor, a notícia correu célere na vila. Um técnico de Higiene, com gabinete no Centro de Saúde de Salvaterra de Magos, visitou o "Armazém" do Victor, e ali segundo a versão do proprietário, encontrou algumas tampas "caricas" de garrafas, mal arrumadas, e em cima dos barris de vinho, alguns utensílios que serviam para confeccionar os petiscos. Os velhos fregueses jogadores de cartas, ou do dominó, tinham na mesa os copos de vinho, mesmo ali perto dos cinzeiros com os cigarros a fumegarem Dizia o Victor - Tudo coisas de somenos!.... Há muito que o "Armazém" do Dr. Lino, ali no inicio da Rua Dr. Gregório Fernandes, mesmo na curva da antiga Av.. Vicente Lucas de Aguiar, tinha fechado porta ,A loja da "Taíta", ocupava agora o espaço. As mulheres rurais da terra tinham acabado também de ali se juntarem, na rua, aos domingos à tarde. Daquela Praça da Jorna, só os mais velhos se lembravam. . Este tipo de Taberna Tosca, de venda de vinho, estava dando as últimas !... O "Armazém da Adega do Conde", lá ia sobrevivendo, por lá tinha passado o antigo Tanoeiro; Gilberto Ramalho, que não deixava de fazer os seus petiscos. Depressa o Victor, homem natural de Marinhais, passou a explorar o negócio, Os idosos, em alegre convívio passavam o dia jogando as cartas e dominó, discutindo suas lembranças da vida do campo. Era um espaço onde a criançada da escola, recolhia informações do passado do povo Uma cultura ali bem guardada. Naquele dia 5 de Janeiro de 1985, o tal fiscal, foi lá e pronto a taberna do Victor foi encerrada. JOSÉ GAMEIRO

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Crónicas do Nosso Tempo - Dr. Gregório Fernandes

ACTOS, SÃO FACTOS Dr. Gregório Rodrigues Fernandes, No seu tempo de vida, foram-lhe prestadas honrarias. Pelo país, ruas houve que passaram a ter o seu nome. Nasceu no dia 4 de Janeiro de 1849, em Salvaterra de Magos. Foi um insigne médico/cirurgião de Portugal. Os seus estudos e trabalhos no campo da medicina cirúrgica, como as Operações “Recessão do Joelho” e “Útero-Ovariana”, levaram-no a ser o pioneiro na Europa e até no mundo. Casado com Sofia Mac-Bride, viveu na rua dos Bacalhoeiros, Lisboa, onde lhes nasceram os filhos, que lhe seguiram as pisadas. No local desses nascimentos, constam placas a atestar o acontecimento. O Dr. Gregório Fernandes, pertenceu às gerações de médicos/cirurgiões, do final do séc. XIX , e também ficou conhecido tendo pertencido à geração da 1ª metade do século XX. Até há bem pouco, pouco estava escrito sobre a vida e obra de filantropo, até os dados do seus nascimento, desapareceram nos entre os livros de 1841-1858, arquivados na ADSTR, de Santarém. Os seus concidadãos, mesmo que tardiamente, prestaram-lhe homenagem, colocando uma placa em pedra na casa onde nasceu, e doaram o seu nome a uma rua da vila. Devido, à escassez de informação, levou-nos a um árduo trabalho demais pesquisas, encontrando que a sua morte foi a 26 de Junho de 1906, e que se encontra exumado no cemitério da freguesia das Mercês, Lisboa. Nota: Dados da sua biografia, no meu Livro: Gregório Fernandes, e seus Filhos ( Referências da história da medicina portuguesa, séc. XIX e XX) Publicado: www.historiasalvaterra.blogs.sapo.pt e, José Gameiro ISSUU Foto: Dr. Gregório Fernandes

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Terça-feira, 30 de Agosto de 2016

Crónicas do Nosso Tempo - As Árvores que Lembram

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Com a destruição provocada pelo terramoto de 1909, também caiu em Salvaterra de Magos o antigo Hospital no largo de S. Sebastião, obra já conhecida no séc. XVIII. Os trabalhos de limpeza daquele espaço, ficou novamente em jeito de nova urbanização, e anos depois iniciou-se ali a construção de um fontanário. Por ali já passava a estrada que vinha do Pontão da Palhota, e terminava na Ponte de Pedra da Peteja, obras decorridas por volta de 1883, beneficiado também o acesso à estrada do Convento de Jericó. Num dos seus lados, foi plantado arvoredo, que também servia para segurar o terreno. .O troço daquela rodovia, depois de melhorado, entre a Capela da Misericórdia (antigo Largo do jogo da bola), até ao edifício da Falcoaria (Largo do Cafarro) pelo seu tamanho foi-lhe atribuído a toponímia, Av José Luís de Brito Seabra, antigo Presidente da Câmara, que nasceu em Salvaterra de Magos a 30 de Agosto de 1845 e faleceu em Valada, em 27 de Junho de 1893. Brito Seabra, cresceu em Salvaterra, junto de sua mãe (viúva), no palacete que lhe pertencia, e anos depois estava na posse da família Conde Monte Real. Daquelas árvores, agora só resta uma que vai resistindo, ao passar do tempo !....

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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2016

Crónicas do Nosso Tempo ! - Os Painéis que forraram o Tecto da Capela

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VALEU A PENA ESPERAR !.... Eram 17,00 horas daquele dia 11 de Fevereiro de 1979, quando obtive as primeiras fotos da queda da parede e o telhado da Capela da Misericórdia. As telas que forravam o tecto foram retiradas para reparação. Estiveram algum tempo na Capela Real, onde estudantes em final de curso, da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva - Tomar, tentaram a reparação de algumas. Ao longo dos tempos fui tentando saber do paradeiro, e estado de conservação. Agora, volvidos 37 anos, graças à gentileza do Provedor da Santa Casa de Salvaterra de Magos, Francisco Viegas,acabo de ver aqueles quadros, numa arrecadação daquela Instituição, esperando melhores dias pois a sua reparação tem custos de elevado montante, que não estão ao alcance da instituição. Seria uma boa oportunidade, que algum Mecenato, desse ajuda para reparação daquelas valiosas obras, conhecidas antes do séc. XVIII, e voltarem ao seu lugar – Capela da Misericórdia. JOSÉ GAMEIRO

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Terça-feira, 26 de Julho de 2016

Crónicas do Nosso Tempo !

HOMENAGEM E AGRADECIMENTO No dia 26 de Julho de 1954, 10 anos (1944-1954) tinham passado, desde que o Dr. Roberto Ferreira da Fonseca, tinha iniciado o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos. O seu exercício politico, deixou grandes marcas no desenvolvimento do município, O seu nome ficou associado à construção da principal artéria da vila (Avª Vicente Lucas de Aguiar, antigo presidente da Câmara, no últimos anos do séc. XIX), e a duas outras grandes obras que também contribuíram para a sua modernização, naquele dobrar do séc. XX A Inauguração da luz eléctrica, e a rede de abastecimento de água ao domicílio na vila. Ao terminar o seu contributo no âmbito politico, o Dr. Roberto, foi alvo de uma homenagem - um preito de gratidão, dos salvaterrianos, Dos mais ilustres ao mais simples cidadão da terra, estiveram presentes àquele acto público. O Governador Civil de Santarém, com a sua presença deu-lhe grande significado, mesmo na intervenção de agradecimento que teve, em nome do Governo. O Dr. Roberto, viu-se rodeado de palmas agradecidas, quando foi descerrado no salão nobre da câmara, uma lápide em pedra, com um agradecimento público. No final da festa, foi servido um Porto de Honra, extensivo às senhoras presentes. Nota: Os anos passaram - a lápide desapareceu do salão nobre dos Paços do Concelho JOSÉ GAMEIRO

DR. ROBERTO FERREIRA DA FONSECA - O PRESIDENTE DA CÂMARA

Filho do casal João Roberto da Fonseca, 2º sobrinho dos toureiros Vivente Roberto e Jacob da Fonseca, nasceu em Salvaterra de Magos, Depois dos estudos secundários, querendo enveredar pelo campo da medicina, a família suportou os seus estudos universitários em Inglaterra, na Universidade de Cambrigde, onde cursou e se licenciou em Urologia. De regresso a Portugal, foi interno em vários hospitais de Lisboa, onde patricou aquela especialidade. Com um pequeno consultório, na rua S. Paulo, em Salvaterra, ali fazia medicina geral duas vezes por semana.

 Em 1924, passou a dar  o seu contributo assistencial, aos doentes internados no Hospital da Misericórdia local, onde esteve durante dois anos.

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 Em 1944, aceitando o convite do Governador Civil de Santarém, para o cargo de Presidente do Município de Salvaterra de Magos, que saiu em publicação no Diário do Governo, III série, no dia 18 de Julho.  No dia 24,  esteve com José Vicente da Costa Ramalho naquele Governo Civil, para tomarem posse como Presidente  e Vice-Presidente da Câmara. Naquela cerimónia de cariz politico estiveram acompanhados por um restrito grupo de amigos.  No dia 26, nos Paços do Concelho, ambos iniciaram a sua participação como autarcas municipais, assinando a respectiva acta.  Estavam presentes alguns convidados e funcionários que depois dos respectivos cumprimentos, os aplaudiram.

JOSÉ GAMEIRO  

 

 

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3 Homenagem Dr. Roberto F. Fonseca (1954).jpg

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Terça-feira, 5 de Abril de 2016

Tudo Começou no Domingo de Páscoa !.....

TUDO COMEÇOU NO DOMINGO DE PASCOA !... UM HINO AO HEROÍSMO DA MINHA QUERIDA MÃE, em 1944, o Domingo de Páscoa, foi a 9 de Abril . Neste dia a futura mãe, teve cólicas e contrações, o rompimento do saco das águas, davam sinais que estava para breve o desenlace. Não almoçou e foi-se deitar, pois o trabalho esperava-a na segunda-feira. os arrozais do Paul de Magos, eram o local da jorna dessa semana. As caminhadas desde a vila de Salvaterra de Magos, começavam pelas 6 horas da manhã, em passo de corrida, pois a ferra do rancho era ao nascer do sol, e a despega, com o sol posto. Em casa a ceia por fazer, pois o marido vinha a pé desde as terras do Malagueiro. No decorrer da semana, as dores nas costas, acompanhavam um pequeno corrimento. Aquele sofrimento fazia as companheiras mais velhas estarem de olho nela - estavam apoquentadas. A jovem de 22 anos, prestes a qualquer momento a dar à luz o seu primeiro filho, e só havia lama nos canteiros de arroz. No sábado dia 15, não foi trabalhar “apaparicou” a casa na rua Heróis de Chaves, deu água no salão (terra negra), do corredor e do quarto, e com a tarde já adiantada, foi-se deitar e pediu a uma vizinha a vinda de sua mãe. A noite passou-a em grande sofrimento, com a parteira Henriqueta Côdea, à cabeceira, no dia 16, pelas 15,00 horas, deu à luz um robusto rapaz. Era 2ª Domingo da Páscoa – Dia da Divina Misericórdia !...

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publicado por historiadesalvaterra às 22:52
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