Terça-feira, 30 de Agosto de 2016

Crónicas do Nosso Tempo - As Árvores que Lembram

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Com a destruição provocada pelo terramoto de 1909, também caiu em Salvaterra de Magos o antigo Hospital no largo de S. Sebastião, obra já conhecida no séc. XVIII. Os trabalhos de limpeza daquele espaço, ficou novamente em jeito de nova urbanização, e anos depois iniciou-se ali a construção de um fontanário. Por ali já passava a estrada que vinha do Pontão da Palhota, e terminava na Ponte de Pedra da Peteja, obras decorridas por volta de 1883, beneficiado também o acesso à estrada do Convento de Jericó. Num dos seus lados, foi plantado arvoredo, que também servia para segurar o terreno. .O troço daquela rodovia, depois de melhorado, entre a Capela da Misericórdia (antigo Largo do jogo da bola), até ao edifício da Falcoaria (Largo do Cafarro) pelo seu tamanho foi-lhe atribuído a toponímia, Av José Luís de Brito Seabra, antigo Presidente da Câmara, que nasceu em Salvaterra de Magos a 30 de Agosto de 1845 e faleceu em Valada, em 27 de Junho de 1893. Brito Seabra, cresceu em Salvaterra, junto de sua mãe (viúva), no palacete que lhe pertencia, e anos depois estava na posse da família Conde Monte Real. Daquelas árvores, agora só resta uma que vai resistindo, ao passar do tempo !....

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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2016

Crónicas do Nosso Tempo ! - Os Painéis que forraram o Tecto da Capela

Quadro Capela Misericórdia -  2016.JPG

VALEU A PENA ESPERAR !.... Eram 17,00 horas daquele dia 11 de Fevereiro de 1979, quando obtive as primeiras fotos da queda da parede e o telhado da Capela da Misericórdia. As telas que forravam o tecto foram retiradas para reparação. Estiveram algum tempo na Capela Real, onde estudantes em final de curso, da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva - Tomar, tentaram a reparação de algumas. Ao longo dos tempos fui tentando saber do paradeiro, e estado de conservação. Agora, volvidos 37 anos, graças à gentileza do Provedor da Santa Casa de Salvaterra de Magos, Francisco Viegas,acabo de ver aqueles quadros, numa arrecadação daquela Instituição, esperando melhores dias pois a sua reparação tem custos de elevado montante, que não estão ao alcance da instituição. Seria uma boa oportunidade, que algum Mecenato, desse ajuda para reparação daquelas valiosas obras, conhecidas antes do séc. XVIII, e voltarem ao seu lugar – Capela da Misericórdia. JOSÉ GAMEIRO

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Terça-feira, 26 de Julho de 2016

Crónicas do Nosso Tempo !

HOMENAGEM E AGRADECIMENTO No dia 26 de Julho de 1954, 10 anos (1944-1954) tinham passado, desde que o Dr. Roberto Ferreira da Fonseca, tinha iniciado o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos. O seu exercício politico, deixou grandes marcas no desenvolvimento do município, O seu nome ficou associado à construção da principal artéria da vila (Avª Vicente Lucas de Aguiar, antigo presidente da Câmara, no últimos anos do séc. XIX), e a duas outras grandes obras que também contribuíram para a sua modernização, naquele dobrar do séc. XX A Inauguração da luz eléctrica, e a rede de abastecimento de água ao domicílio na vila. Ao terminar o seu contributo no âmbito politico, o Dr. Roberto, foi alvo de uma homenagem - um preito de gratidão, dos salvaterrianos, Dos mais ilustres ao mais simples cidadão da terra, estiveram presentes àquele acto público. O Governador Civil de Santarém, com a sua presença deu-lhe grande significado, mesmo na intervenção de agradecimento que teve, em nome do Governo. O Dr. Roberto, viu-se rodeado de palmas agradecidas, quando foi descerrado no salão nobre da câmara, uma lápide em pedra, com um agradecimento público. No final da festa, foi servido um Porto de Honra, extensivo às senhoras presentes. Nota: Os anos passaram - a lápide desapareceu do salão nobre dos Paços do Concelho JOSÉ GAMEIRO

DR. ROBERTO FERREIRA DA FONSECA - O PRESIDENTE DA CÂMARA

Filho do casal João Roberto da Fonseca, 2º sobrinho dos toureiros Vivente Roberto e Jacob da Fonseca, nasceu em Salvaterra de Magos, Depois dos estudos secundários, querendo enveredar pelo campo da medicina, a família suportou os seus estudos universitários em Inglaterra, na Universidade de Cambrigde, onde cursou e se licenciou em Urologia. De regresso a Portugal, foi interno em vários hospitais de Lisboa, onde patricou aquela especialidade. Com um pequeno consultório, na rua S. Paulo, em Salvaterra, ali fazia medicina geral duas vezes por semana.

 Em 1924, passou a dar  o seu contributo assistencial, aos doentes internados no Hospital da Misericórdia local, onde esteve durante dois anos.

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 Em 1944, aceitando o convite do Governador Civil de Santarém, para o cargo de Presidente do Município de Salvaterra de Magos, que saiu em publicação no Diário do Governo, III série, no dia 18 de Julho.  No dia 24,  esteve com José Vicente da Costa Ramalho naquele Governo Civil, para tomarem posse como Presidente  e Vice-Presidente da Câmara. Naquela cerimónia de cariz politico estiveram acompanhados por um restrito grupo de amigos.  No dia 26, nos Paços do Concelho, ambos iniciaram a sua participação como autarcas municipais, assinando a respectiva acta.  Estavam presentes alguns convidados e funcionários que depois dos respectivos cumprimentos, os aplaudiram.

JOSÉ GAMEIRO  

 

 

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Terça-feira, 5 de Abril de 2016

Tudo Começou no Domingo de Páscoa !.....

TUDO COMEÇOU NO DOMINGO DE PASCOA !... UM HINO AO HEROÍSMO DA MINHA QUERIDA MÃE, em 1944, o Domingo de Páscoa, foi a 9 de Abril . Neste dia a futura mãe, teve cólicas e contrações, o rompimento do saco das águas, davam sinais que estava para breve o desenlace. Não almoçou e foi-se deitar, pois o trabalho esperava-a na segunda-feira. os arrozais do Paul de Magos, eram o local da jorna dessa semana. As caminhadas desde a vila de Salvaterra de Magos, começavam pelas 6 horas da manhã, em passo de corrida, pois a ferra do rancho era ao nascer do sol, e a despega, com o sol posto. Em casa a ceia por fazer, pois o marido vinha a pé desde as terras do Malagueiro. No decorrer da semana, as dores nas costas, acompanhavam um pequeno corrimento. Aquele sofrimento fazia as companheiras mais velhas estarem de olho nela - estavam apoquentadas. A jovem de 22 anos, prestes a qualquer momento a dar à luz o seu primeiro filho, e só havia lama nos canteiros de arroz. No sábado dia 15, não foi trabalhar “apaparicou” a casa na rua Heróis de Chaves, deu água no salão (terra negra), do corredor e do quarto, e com a tarde já adiantada, foi-se deitar e pediu a uma vizinha a vinda de sua mãe. A noite passou-a em grande sofrimento, com a parteira Henriqueta Côdea, à cabeceira, no dia 16, pelas 15,00 horas, deu à luz um robusto rapaz. Era 2ª Domingo da Páscoa – Dia da Divina Misericórdia !...

José Gameiro 1944.jpeg

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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2015

CRÓNICAS DO NOSSO TEMPO * Dei comigo a perguntar-me? onde estará minha mãe !....

Acabo de visitar a exposição no edifício-Museu do Município de Salvaterra de Magos, está ali patente a exposição de documentação e objectos usados que constam no livro “Apontamentos Históricos do Concelho de Salvaterra de Magos (1911-1951). Naquele espaço uma foto das obras de recuperação do Cais, e da Muralha da Vala Real, ocorridas em 1941, chamou-me a atenção, curiosidade satisfeita com a leitura das páginas 77,78,79 daquele livro Dei comigo a perguntar-me? Entre tanta gente, onde estará minha mãe !.... Minha mãe, há muitos anos, em casa já me tinha aflorado a conversa, que esteve desde o inicio da obra das obras do cais da vala real. Eram centenas de mulheres (jovens e menos jovens), que carregavam à cabeça uma Gamela de madeira, com terra, trazida por grandes filas de carroças contratadas. Um dos sub-empreiteiros era a família Ferreira Pinto. Meu avô materno, e o que viria a ser seu genro, meu pai, para eles trabalhavam com as suas carroças.. O Armazém e cocheira de recolha dos animais desta família, situava-se na Rua do Pinheiro ( Dr. Miguel Bombarda). Um dos filhos: Manuel Ferreira Pinto, viria ser padrinho do casamento dos meus pais. Um dia, por volta de 1960, estava eu de serviço na Central das carreias, e como sempre às quintas-feiras, Virgolino Torroaes, um afamado viti-vinicultor de Salvaterra de Magos, ali esperava para seguir viagem até Lisboa, onde ia tratar de documentação com os organismos públicos, inerente ao seu negócio de vinhos engarrafados. No tempo de espera, sempre conversava comigo (sabendo do meu gosto pela escrita para os jornais) me informava do passado da terra. Numa daquelas vezes, a conversa descambou para o tempo em que os Monturos da vila, sofreram obras, com a feitura de uma estrada, levando oo seu aterro, estacas de madeira, onde os prumos eram batidos através de um tripé de madeira, deixando cair um bloco de pedra com algumas toneladas de peso, sobre um conjunto previamente marcado daqueles prumos retirados das árvores. A recolha do mesmo era feita através de homens e algum gado, para ser retomado o seu trabalho . No decurso da obra, ali foi colocado uma longa canalização de tubagem em cimento para esgotos da vila até à vala real, ( cujos moldes foram emprestados pela Câmara de Benavente), estando este trabalho entregue à família Palma, ao tempo pedreiros, junto da Câmara municipal. Quando a obra terminou aquele nova artéria recebeu o nome; Rua do Rossio. Mais me disse, que nas obras do aproveitamento do cais e construção da muralha da Vala Real, foram usados os mesmos métodos – o terreno levou toros de madeira para segurar as terras. Acabo de visitar a exposição no edifício-Museu do Município de Salvaterra de Magos, a exposição de documentação e objectos usados que constam no livro “Apontamentos Históricos do Concelho de Salvaterra de Magos (1911-1951) JOSÉ GAMEIRO

Construção do Cais e Muralha da Vala real 1941.j

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Quinta-feira, 30 de Julho de 2015

CRÓNICAS DO NOSSO TEMPO - As cabras do meu avô, encantavam-me !....

estava-se a meio da década de 40, do século passado. O movimento da população nas ruas de Salvaterra de Magos, era de pouca agitação, o trânsito automóvel não incomodava, apenas o barulho das guizeiras no pescoço dos aninais e das rodas das carroças, com o ferro a cilindrar a pedra das ruas se ouvia à distância. Da rua Debaixo dos Arcos, até à rua de Água, era pulo, para os meus 4/5 anos de idade. Volta na vira, lá estava eu em casa dos meus avós Paternos, as suas cabras no quintal encantavam-me. Em tempos, fiz a recolha e fiz um estudo da minha Árvore Genealógica com origem nos meus pais, levou cerca de 20 anos. Agora ao fazer pequenos ajustes, não deixo de aqui publicar umas pequenas linhas do que lá consta. - São recordações: "

 

 

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António Cantante, nasceu em 1886, cedo foi para a faina do campo, pois já os seus antepassados daí tiravam sustento. O jovem António, depressa ficou também a ser conhecido pela alcunha de “Pataco” enraizada em alguns ramos da família. Nos trabalhos do campo, conheceu a Grade e, a Lavoura em Linha, passando pela Campinagem de gado bravo, profissão que vinha do pai, e já abraçada por alguns irmãos terminando a sua faina, como pastor de Éguas Afilhadas, raça Lusitana, na casa do Médico Vet. José de Menezes. Enamorado de EMILIA DO ROSÁRIO, casou em 1913. A Emília Rosário, tinha vindo num rancho de “barroas” trabalhar para Salvaterra de Magos, e daí tiveram um relacionamento amoroso, já destinado a casamento. Esta era filha de José Gameiro e de Joaquina Maria, nascida em Colmeias, Albergaria dos Doze – Leiria, A família Gameiro, naquela terra da Beira, tinha a alcunha “Siopa”.

2 José Gameiro e Avós Paternos 1960.jpg

 

Como era hábito vindo de muitos anos atrás, daquelas paragens beirãs vinham Ranchos de mulheres que integravam jovens moças (rancho das barroas), que aquartelavam por toda Lezíria ribatejana, desde a Primavera fazendo uma estadia de trabalho que durava até ao findar das ceifas. Em 1914, nasceu o primeiro filho, aquém foi dado o nome de José Gameiro Cantante, porque a jovem, Emília, pretendia que o seu casamento e, o baptismo do filho fossem legitimados, pelo apadrinhamento de um seu irmão (José Gameiro) emigrante no Brasil, esperou cerca de um ano a sua chegada, concretizando assim os seus desejos O Casal, António Cantante e Emília, por volta de 1950, morando numa casa na Rua de Água, com os filhos ainda solteiros, tinham no quintal uma pequena cabrada, de perto de uma dúzia de animais. Estes ao saírem manhã cedo para a pastagem nos terrenos públicos, ali perto do grande bebedouro de água para animais (trás-de-monturos), atravessavam a casa pelo corredor, com o chão de terra negra (1), e deixavam-no cheio de pequenas bolas de fezes que mais pareciam azeitonas negras. A Emília, ali em casa ordenhava e fabricava queijo, segundo a aprendizagem adquirida na sua terra natal, enquanto menina. Algumas vezes, eu, com os meus 5/6 anos de idade acompanhei o meu tio Luís Gameiro, a pastar o gado, e também no tempo primaveril lá íamos ao valado da Vala Real, ali mesmo juntinho à Ponte, recolher flores do cardo, para minha avó fazer a sua secagem à sombra, durante largo tempo, servindo depois para coalhar o leite, na feitura dos queijos. Era de ver, e encantava-me, a destreza das mãos, quando fazia a ordenha. Tal método passou a usar, nas vacas, quando a família se instalou no sítio do Rego, num terreno do Agricultor; José de Menezes, antigo patrão do meu avô, quando foi guardador de várias Eguadas da raça lusitana. Ali, construíram para viver uma barraca em madeira velha e caniço, e uma outra para albergar algumas cabeças de gado, especialmente vacas, ovelhas e cabras. O seu sustento vinha da venda de alguns vitelos, e do leite que vendia à população, pelo preço 2§50, a tirar do animal. O gado, pastava nos valados dos arredores, local com muita erva, pela humidade – por ali existir alguns tanques de água, onde as mulheres lavavam a roupa. O Luís, filho mais novo por vezes ajudava o pai/meu avô, no pastoreio do gado. ********* (1)– Na época, o chão das casas, das gentes rurais, era pavimentado, com terra de Aluvião, cheia de goma, sendo periodicamente passado a água, com um pano, ficando húmida e luzidio – chamado chão de solão."

Fotos: 1) -1960 -  Vaca leiteira, afilhada, pastoreando junto aos poços do Rego

2) 1960 - José Gameiro, com seus avós Paternos, no Rego

 JOSÉ GAMEIRO

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Segunda-feira, 6 de Julho de 2015

CRÓNICA DO NOSSO TEMPO – Em 1956, Rally de Automóveis

1 Rally Salvaterra 1956.jpg

1 Carro  L`Etnerap ( I`Ètnerap em cours d`assembl

Longe vai o tempo, o séc. XX, já tinha dobrado havia 6 anos, quando eu, ainda rapaz vi carros de corrida na minha terra. Era um domingo, a tarde dava sinais de chegar, o Largo dos Combatentes, tinha-os arrumados em tudo quanto era espaço. Cobertos e Descapotáveis, era de vê-los, por ali juntinhos às dezenas Motos de várias formatos e potências. O povo não deixava de “arregalar” os olhos para tanta novidade para a época. O rapazio, esse, corria de um lado para o outro, vendo aquelas “bombas” conforme chegavam. Os pilotos tinham almoço destinado no Café Ribatejano. Um dos carros que chamava mais atenção, estava mesmo em frente dos grandes portões da Adega do Gaspar Ramalho. O entusiasmo, pelas corridas de automóveis, mantinha-se em Portugal, nos anos 20/30, acentuou-se as provas,de Rallys, que se realizavam todos os fins de semana, integrados nos festejos das terras,pelo país fora. Ainda estava na memória das gentes de Salvaterra de Magos, a corrida de Jorge Monte Real (Conde Monte Real), proprietário-agricultor na vila, grande participante nestes eventos desportivos. Em 1936, esteve na prova Porto – Santarém, integrada na Exposição-Feira Distrital de Santarém, que teve lugar naquela cidade ribatejana. Salvaterra de Magos, teve os seus Rallys, em 1956, era a segunda prova , onde o “roncar” dos motores dos carros e motos, estiveram em prova entre fardos de palha, na avenida principal da vila, depois de terem feito alguns Kms, em prova livre por terras vizinhas. Os anos passaram, a minha memória era um "baú", guardava este espectáculo do tempo de rapaz. Um dia, talvez por volta de 1975, o Dr. José Asseiceira Cardador, ofereceu-me um exemplar do livro, que deu azo à sua prova de Licenciatura, em Coimbra. Entre alguns recordações, não deixou de mostrar-me uma pequena “chapa” esmaltada a azul, numerada, que estava pendurada numa parede do quintal da sua casa – era a inscrição usada nos Ralys Automóvel de Salvaterra de Magos. Afinal, ele quando na flor da idade, tinha sido grande entusiasta destas provas, e as duas realizadas em Salvaterra, foram por ele organizadas, o patrocínio da Misericórdia local. Agora, cerca de 60 anos depois, uma nova pistas sobre a realização destes antigos eventos desportivas, levou-me a ler a Revista francesa “Le Gasoline” edição Abril deste ano. Um amigo, de regresso daquele país, não deixou de presentear-me um exemplar. A curiosidade voltou, e encontrei no Faceboock um Post de José Cardoso de Melo, onde mostrava a foto do carro que venceu o Rally de 1956, de Salvaterra de Magos. Era agora o seu proprietário, que guardava como relíquia . ****** Nota: Fotos extraídas com a devida vénia do Faceboock e Revista “Revista Le Gasoline” JOSÉ GAMEIRO

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Sábado, 13 de Junho de 2015

CRÓNICA DO NOSSO TEMPO - GASPAR DA COSTA RAMALHO * UM FILANTROPO

Homenagem publica, que teima em não chegar. Pedir tão pouco, para quem deu tanto. Quase sempre, nunca, ou tardiamente, as pessoas sabem ser agradecidas porque os seus preconceitos ultrapassam os desejos. Um pequeno Busto em pedra, num Jardim Público . chegava!..... Na população de Salvaterra de Magos, Tal como eu, ainda existem gerações que o conheceram e, assistiram à sua benemerência que, ele soube distribuir dos haveres que tinha, pelos pobres seus concidadãos. Até agora o poder político da nossa terra, não soube, ou não quis prestar-lhe a merecida homenagem pública. Gaspar da Costa Ramalho, nasceu no dia 20 de Outubro de 1868, em Salvaterra de Magos, viveu na atual rua Alm. Cândido dos Reis (antiga rua de S. António/ ou rua de Baixo), onde construiu casa solarenga para a família. Foram seus pais; José de Sousa Ramalho e Joaquina Victoria. Uma vida de 94 anos, onde uma fortuna recebida de seu tio e sogro, José Vicente da Costa, fez dele um grande lavrador, com propriedades nos concelhos de Azambuja, Vila Franca, Benavente, e na sua terra natal - Salvaterra. de Magos. A sua imensa riqueza foi gerida com sabedoria e benemerência humilde. Quando do terramoto de 1909, as populações de Samora Correia, Benavente e Salvaterra, sentiram os seus efeitos devastadores, mas Gaspar Ramalho, chamou a si um grupo de pessoas de boa vontade e, depressa se deu inicio, ao necessário apoio ao povo carecido. Dez anos depois, em 1919, na construção da Praça de Toiros, quando a “Comissão Construtora” se debatia com dificuldades financeiras para concretizar o que esperava ser uma realidade, logo um “anónimo” suportou os valores em falta. Soube-se mais tarde que com mais este ato generoso, contribuiu ajudando aqueles que estavam empenhados na construção do belo edifício tauromáquico, que Salvaterra tem à entrada da vila, hoje considerado um ex-libris da terra. Não ficou por aqui o seu apoio, pois quando do ciclone, de 15 de Fevereiro de 1941, logo chamou a si o encargo das despesas da construção das novas bancadas em cimento, tendo Jorge de Melo e Faro (Conde de Monte Real), e sua esposa, suportado a reconstrução das paredes daquela praça Com o seu coração sempre preocupado com o bem-estar dos desprotegidos da sorte, no início dos anos 30, o espaço cultural da vila, foi enriquecido com a construção de um Cine-Teatro. Foi uma obra que, utilizando alguns dos seus celeiros, na rua Machado Santos – antiga rua S. Paulo – a ofereceu aos Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos. Já muitos anos antes, por volta de 190

Gaspar Costa  Ramalho.jpg

0, construiu uma grande adega e armazéns, aproveitando as ruínas do que foi o Palácio das Damas, com frente para o actual Largo dos Combatentes. Continuando a pugnar pelo bem estar da população, nunca esquecendo os mais necessitados, em 1935, cria a “Casa do Povo de Salvaterra de Magos”, onde tomou lugar de Presidente da Comissão organizadora e, depois da sua legalização foi Presidente da Assembleia Geral, durante alguns anos. Para o efeito utilizou uma sua casa na Rua Cândido Reis, junto ao palácio do Barão, e ofereceu à Instituição durante anos o valor de renda que, na altura era de 600$00 anuais, e os encargos de um funcionário administrativo. Como a sua maneira de estar na vida era de grande humildade e descrição, todos os anos conseguia retirar da sua imensa fortuna os valores que pudessem minorar as carências dos mais aflitos. Aos cortejos de oferendas promovidos pela Misericórdia, local, que na década de 1950 ainda se realizavam, Gaspar Ramalho assumia a sua responsabilidade de cidadão, ofertando grandes quantidades de produtos agrícolas para leilão. Uma outra oferta, também ficou emblemática, na obra filantrópica de Gaspar Ramalho, por volta de 1936, mandou construir e ofertou aos Bombeiros Voluntários de Salvaterra, um grande e moderno edifício de primeiro andar que, viria a servir de quartel e sede à corporação. No andar de cima foram instalados os serviços administrativos, bar, e salão de Festas, servindo este para ensaios da Banda de Música. Em baixo, o grande espaço foi destinado a aquartelamento e recolha de viaturas. Gaspar Ramalho, faleceu a 13 de Junho de 1962 e, o seu corpo recolheu ao repouso de um jazigo da família no cemitério da terra que o viu nascer - Salvaterra de Magos. Deixou em testamento, benesses repartidas pelas instituições, que em vida já vinha apoiando. Estava no esquecimento, 37anos após o falecimento, iniciei na comunicação social, um pequeno pedido aos autarcas da sua terra. Deixassem de ser ingratos, atribuíssem pelo menos um nome de rua da vila. Foi uma cruzada, mas ninguém me escutava. Um dia chegou a discussão no foro autárquico, mesmo assim, vários arruamentos lhe foram destinados – nada foi concretizado. Na década de 80, do século XX, lá foi atribuída a sua toponímia a uma rua, que terminava nas novas instalações da Misericórdia local. Uma lembrança de um busto, que perdure num espaço público seria uma homenagem justa, mesmo humilde (como ele foi em vida) – Gaspar Ramalho, merece-o – Ainda se está a tempo!.. JOSÉ GAMEIRO

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Segunda-feira, 8 de Junho de 2015

CRÓNICA DO NOSSO TEMPO - HOMENAGEM A JOÃO ANDRÉ

 HOMENAGEM A JOÃO ANDRÉ

      (Póstuma)

Eramos amigos!...

Durante muitos anos, especialmente quando passou a ter mais disponibilidade de tempo, além dos Poemas e Pintura, a arte de moldar o barro e o ferro, ocupavam-lhe o gosto que vinha de criança.  Passou a ser convidado a ir às escolas mostrar  os seus trabalhos - dai ser conhecido "Mestre" João André. As exposições também tiveram a sua participação.

 No meu Livro/Apontamentos Nº 32 "Artesãos, Escritores e Pintores", da Colecção "Recordar, Também é Reconstruir" não deixei de lhe dedicar algum registo. onde consta:

 

"Em 1985, quando do arranjo do espaço ajardinado, das actuais instalações da biblioteca municipal, foi-lhe pedida a construção de dois motivos, que recordassem a vida marítima da vila, e a rural do concelho.  A obra foi feita em pedra de lioz e João André, ofereceu-os, ao município de Salvaterra de Magos", e colocadas no Jardim da Biblioteca Municipal.  Foi uma resposta ao então Presidente da Câmara Municipal, Dr. José Gameiro dos Santos,

para recordar duas grandes actividades laborais da vila, que no dobrar do séc. XX, estavam a perder uma plenitude que vinha de séculos.

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  Em 1997, outros autarcas vieram: Ana Ribeiro, Dr. João Oliveira e João Abrantes, eram as suas pedras base.        A orientação política do municipio mudou. O Dr. João Oliveira, ocupava o cargo de Vereador da Cultura, e depressa os trabalhos de João André,  foram retirados do lugar e encostada a uma parede do Jardim.

 

 

As duas pedras estiveram aí largos meses, até que desapareceram.  João André, pesaroso, inconformado, comentava comigo, andar à procura das suas Pedras de Lioz, para as recolher, mas não tinha qualquer resposta do executivo municipal. Um dia encontrou as suas Pedras, num local da câmara, onde eram guardadas "as coisas velhas" do município, comunicou-me a sua recuperação, e que já as tinha colocado em frente da sua casa, no Bairro da Chesal - Convidou-me a ir vê-las. Com estavam lindas, depois de bem lavadas e conservadas!....

O Mestre João André, veio a faleceu em 2012.

 

 

JOSÉ GAMEIRO

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Quinta-feira, 16 de Abril de 2015

CRONICA DO NOSSO TEMPO - NASCER EM DIA DE PÁSCOA !..

A II guerra mundial, estava para durar.  O ano de 1944,  segundo o calendário Gregoriano,  estava-se a meio do quarto mês.  Os campos floridos aqui e ali, mostravam um tempo primaveril, com a Páscoa à porta.  Nos canteiros de arroz do Paul de Magos,  alguns  ranchos de mulheres plantavam arroz.   Entre aquela gente uma jovem com barriga  pesada dando mostras de uma prenhez adiantada “beijando” o lodaçal , em silêncio ouvia os  seus cantares alegres. Naquele sábado, o grupo de Salvaterra, largou o trabalho já o luz-fusco tinha aparecido, e  numa pressa, saltando valados,  entrou na  estrada de cimento ainda fresca de construção(2), de regresso a casa.  a Jovem acompanhava o andamento em passo largo, e chegou a casa na rua, Debaixo dos Arcos (1) , na vila de Salvaterra de Magos.

1944 Batizado - José Gameiro.jpg

856 - Canteiro de Arroz - Paul Magos 1965.jpg

Mulher Lavar Roupa DSCF3592.jpg

 

Como toda a mulher de família naquela época, fez a lida da casa, e deitou-se já a noite ia alta. Manhã cedo de Domingo de Páscoa, dia 16, ainda foi até aos Tanques do Rego, lavar algumas peças de roupa do casal.  Pelas 11,00 horas da manhã, as dores, aquelas dores  que tantas  mulheres  já mães tinham experimentado,  eram de grande sofrimento, mas desejadas com alegria.  Depressa veio a pé até casa, acompanhada de algumas companheiras condoídas, mas cheias de solicitude, que chamaram a mãe dela; Maria Lopes.  A Felisbella ia ser mãe.  Com os preparativos da parteira, e depois de algumas tempo  de dorida espera, nasceu um robusto rapaz pelas 15,00 horas. já tinha nome seria José,  o nome do pai;  José Gameiro.  Bendito, Dia de Páscoa !. (1)– Rua Heróis de Chaves: Casa onde mais tarde esteve a Central das Carreiras, e no seu espaço foi instalada  a Estação Rodoviária. 2)- EN 118 – Lanço construído entre Almeirim Salvaterra

publicado por historiadesalvaterra às 11:18
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