O texto, descreve num ZigueZague, que nos cativa, a vida autarca do ano agora findo. Decerto levou a meditar e refletir quem o ouviu, como ficará pasmado quem o ler no site “Fazer por Salvaterra, Fazer por todos nós” .
A dada altura, aquele politico da nossa terra, a propósito das novas obras a que vai estar sujeita a Ponte da Vala Real, cita a presidente da Câmara Municipal “A importância histórica da vala é nula!...”
Fiquei triste, é com esta forma de acarinhar e preservar, o património da minha terra, que ele vai desaparecendo.
A Ponte da vala real, vem de séculos, e segundo credenciados arquitetos nesta área, a ponte recebeu, no tempo da ocupação filipina, a adução de corta-águas em pedra “novidades para a época” que tiveram o seu inicio nos países árabes. Os reis Filipes, estiveram por várias vezes no Paço Real de Salvaterra de Magos, fazendo caçadas na sua Coutada. Aconselho os meus leitores, a lerem neste Blogue, nos meus livros, o II volume, “Recordar, Também é Reconstruir”, pois alberga o Caderno de Apontamentos Nº 35, sobre a Vala Real.
Como tenho guardado, uma notícia publicada no Jornal “O Mirante”, do passado mês de Outubro, aqui está:
ADJUDICADA NOVAS OBRAS NA PONTE DA VALA REAL
"Foi adjudicada à empresa Teixeira Duarte a empreitada de recuperação da ponte do Cais da Vala, em Salvaterra de Magos. O valor da obra é de aproximadamente 149 mil euros e tem um prazo de execução de 90 dias. Como O MIRANTE informou na altura (ver edição 07-07-2011) estas obras não estavam previstas tendo a autarquia dotado no Orçamento de 2011 uma rubrica com cerca de 150 mil euros para a execução dos trabalhos. A ponte, que sofreu obras de reabilitação há cerca de três anos, precisa de nova intervenção.
Segundo explicou na altura a presidente do município, Ana Cristina Ribeiro (BE), as obras de requalificação incidiram sobre a estrutura da ponte e os seus arcos. Ana Cristina Ribeiro (BE) refere que o “problema” está relacionado com a passagem de água. “A passagem de água provocou fissuras que causaram o abatimento e não tínhamos conhecimento dessas fissuras por isso só reabilitamos a estrutura da ponte”, referiu a autarca esclarecendo que “espera não ser necessário” gastar todo o dinheiro que está estipulado para as novas obras de reabilitação".
Nota: Na 1ª Foto, o autor está sentado no muro da Ponte, na 3ª posição (no tempo em que se andava descalço)- 1951 * 2ª Foto, o autor visita a Ponte 50 anos depois
JOSE GAMEIRO
A água corria a céu aberto pela Trav. do Secretário, para encher aquela construção em pedra de lioz. Era uma construção normal, a tirar para o cumprido, com uma altura por volta de um metro, as lages que faziam as suas paredes,mostravam uma espessura, que suportava uns milhares de litros de água, e quando cheio, deitava o seu excedente para uma pequena vala, que a transportava até à vala real. Era ali, que o gado em manadas, ladeando a vila, pelos terrenos de trás-de-monturos, se sedentavam da canseira de muitas horas percorridas nas suas idas e vindas através dos campos de Salvaterra. O próprio gado leiteiro que tinha estábulo, na vila, ali vinha beber ao cair da tarde. A sua limpeza interior, do verdete que ia aparecendo, era feita numa média de três vezes por ano.
Por volta, de 1957, meu pai e um outro funcionário camarário, ainda se encarregavam daquele trabalho, usando muitas vezes arreia do Tejo, com uns restos de pano retirados de velhas camisas. O rapazio, não se atrevia, talvez por medo ou respeito, a atirar um pequena pedra lá dentro, o mesmo acontecia ao regato que lhe transportava a água, pois sabiam da sua importância, pra a vida da comunidade local. Um dia, talvez em 1985, o executivo camarário, construiu naquele terreno umas instalações oficinais, e vai daí como o tanque à muito não servia, entulhou-o. Desapareceu, assim mais mais um vestígio de outros tempos, de outros modos de vida do povo de Salvaterra. Alguns centenários eucaliptos foram resguardados da destruição, continuando nas suas altas copas ciclicamente,ano após ano, as muitas cegonhas a nidificar nos seus grandes ninhos. Uma cabine transformadora de electricidade, para reforço do abastecimento público à vila, foi ali construída.
Há dias, numa limpeza ao terreno que circunda, as precárias instalações oficinais municipais, e o canil municipal, foi posto a descoberto a base do grande Tanque,sem vestígios das suas grandes lages que lhe tinham servido de paredes.Estas talvez, estejam misturadas com o muito entulho removido. O Tanque, decerto para muitos, especialmente as gerações mais novas nada lhes diz, no entanto era emblemático, fazia parte das memórias da história de Salvaterra de Magos, que tão parco está,do que nos possa mostrar do seu passado.
Nota: No caderno de Apontamentos Nº 36, “ O Abastecimento de água a Salvaterra, através dos séculos” incluído no II Volume da Coleção “Recordar, Também é Reconstruir” - editado no Blogue: www.históriadesalvaterra.blogs.sapo.pt
Fotos: 1 – Fonte de Santo António, quando da sua destruição (1957) * 2 – Os Eucaliptos, ladeados de água, quando as águas das cheias ali chegavam (1960) * A base do grande Tanque de água, agora posto a descoberto* Fotos do Autor
JOSÉ GAMEIRO
Este sentimento de grandeza, foi desenvolvido numa carta, que dirigiu aos Cristãos da Igreja de Santarém, nos dias que antecederam ao iniciar o seu apostolado, pois queria informar a comunidade – paroquial e seminário de Santarém, foi lá que se preparou e recebeu os ensinamentos para a alegria de servir o seu Deus.
Como sempre que nos encontrávamos, ia –me dando conta da sua caminhada, mas naquele dia pediu-me que desse à estampa no jornal “Aurora do Ribatejo”, pois eu, na época era um colaborador assíduo daquele semanário.
O Pe João Ferreira, nasceu em Salvaterra de Magos, quando se sentiu preparado foi ordenado presbítero,no dia 22 de Julho de 1979, passando a Diácono, testemunho que recebeu das mãos do então Bispo, da capital do seu distrito, invocando sobre ele a acção do Espirito Santo. Uns dias depois, a 29 daquele mês na Igreja Matriz, onde tinha sido baptizado, celebrou a sua “Missa Nova”, estando presentes o Bispo Auxiliar de Lisboa; D. José Policarpo em representação do Bispo de Santarém. Na homilia, o jovem padre João da Costa Ferreira, agradeceu a presença daquele representante da sua Igreja, a todos os sacerdotes e seminaristas que com ele conviveram durante anos no seminário de Santarém, fez sentido destaque da amizade deles recebida.
A Igreja, encontrava-se repleta de fiéis, seus conterrâneos, que auguraram-lhe boa caminhada, nas veredas da tarefa que tinha escolhido, ser cumpridor do Evangelho, pois como dizia na sua missiva; Deus, apanhou o seu coração!....
Às suas irmãs, também minhas amigas, as minhas condolências.
JOSÉ GAMEIRO
no país, na década anterior. Naquele ano, em Maio, fiz publicar no semanário “Aurora do Ribatejo”, uma notícia onde destacava a iniciativa de um grupo de “amigos de boa vontade” da Misericórdia de Salvaterra de Magos, em construir um Centro de Dia para Idosos, com o apoio ao domicílio, o que era raro no país. Aquele original, teve eco noutros meios de comunicação, que a reproduziram e foi assunto da semana. Um deles, foi a rádio comercial no seu
programa “As Cidades e as Serras”, que o reproduziu em diversos serviços noticiosos. Desde o dobrar do século, que se aventava a necessidade, da criação de uma casa daquele tipo, na vila, sede do concelho. O momento chegou! O grupo reuniu-se num sábado, e levou a cabo um peditório, pelas ruas de Salvaterra. A população da vila, estava previamente informada, mas não deu o apoio esperado à iniciativa. No final, os elemento do grupo, abriram os sacos de plástico, e o resultado de algumas horas de forte empenho, era insignificante, resumia-se a um punhado de notas de 20 escudos cada um. Os promotores da iniciativa, não desanimaram!... Voltaram à rua, e batendo nas portas, no final acabaram por verificar, que eram parcos os resultados. A população, continuava a não colaborar. Persistindo no “sonho”
receberam o apoio da câmara municipal, através de António Moreira e Joaquim Mário Antão; Presidente e Vereador da Câmara Municipal, que além de um subsídio, foi colocado ao dispor um espaço, no antigo edifício pombalino, próximo da trav. do Secretário. O Governo Civil de Santarém e outras entidades oficiais, acarinhando a iniciativa, ofertaram algumas dádivas. O Centro de Dia, foi finalmente inaugurado em 21 de Junho de 1985, acolhendo grande número de idosos, que ali passaram a ficar instalados todo o dia, libertando as suas famílias, para as suas
actividades profissionais. Agora, as inscrições “choviam” todos os dias!.... Os doentes, e idosos acamados nas suas residências, passaram diariamente a ser visitados e tratados, o que era uma novidade, uma viatura foi adquirida para tal fim. Os seus promotores, que não desistiram, e continuaram a “sonhar” por um espaço novo e moderno. Tinha que ser emblemático, no campo da solidariedade social. A Misericórdia local, estava no bom caminho. O grupo, inicialmente composto por: José Teodoro Amaro , José Luís Serra Borrego, Armando Rafael Oliveira, António José da Silva, José Rodrigues Gameiro(José Gameiro), João Castanheira, Eurico Norberto Santos Borrego e João António Nunes Silva. LAR E CENTRO DE DIA PARA IDOSOS O grupo inicial, que desde 1977, esperava a aprovação no Departamento e Equipamento Social, do Ministério da Segurança Social, o apoio para a construção de um novo edifício, viu luz ao fundo do túnel, tinham desbloqueado o necessário apoio. Na sua edição de 15 de Abril de 1992, o Jornal Vale do Tejo-JVT, saiu a reportagem, que fiz, da inauguração do edifício do Lar para Idosos, pela Misericórdia de Salvaterra de Magos, construído nos seus terrenos, no antigo Pinhal da Vila. “Ao acto solene, esteve presente o secretário de estado da segurança social, Dr. Vieira de Castro. Entre outros convidados oficiais, encontrava-se o Bispo da Diocese
de Santarém, D. Manuel Pelino e o presidente da câmara municipal; Dr. José Gameiro dos Santos. Entre a multidão presente, encontravam-se (numa posição de anonimato), aqueles que um dia levaram a cabo a iniciativa da construção da obra. Na altura, o Provedor, da Santa Casa da Misericórdia de Salvaterra de Magos, Armando Oliveira, numa alocução que interpretou o quanto ia na alma de todos aqueles seus companheiros, que tanto se tinham esforçado, para a concretização de tão benemérita iniciativa. “ Para que a velhice não seja um peso, mas sim um continuar da vida, onde o amor e fraternidade do ser humano, são postos ao serviço do seu semelhante – Seja tudo isto o que damos aos outros, faz-nos mais humildes e felizes”. No rosto de alguns amigos daquela obra, uma lágrima de emoção rolou, não estava ali presente o José Teodoro Amaro, a morte tinha-o levado alguns dias antes. Não viveu estes momentos felizes enquanto viveu, era um homem que, sempre se dedicou com empenho e espírito de solidariedade às instituições da sua terra. Anos mais tarde, uma outra iniciativa foi levada a cabo pela Misericórdia, aproveitando as antigas instalações hospitalares, no centro da vila, ali foi instalado um outro serviço de apoio a idosos e deficientes – O CATAI. Nota: Fotos e Texto, com base no Caderno de Apontamentos Nº 5 “Colecção-Recordar, Também é Reconstruir” – do autor JOSÉ GAMEIRO
As mais jovens com os filhos, pela mão, ou ao colo, juntavam-se ao grupo na ponte da vala real. O frio e o nevoeiro continuavam havia alguns dias, não ajudando nada a caminhada a pé pelo valado, até à Boca da Vala. Minha mãe, tinha-me feito para usar nas mãos, uns adornos, de umas meias já muito usadas, onde cortara a parte da frente, para que os dedos ficassem livres. As outras crianças, usavam o mesmo agasalho, que nos assentava que nem umas luvas.
Quando o sol dava sinais de si, já todo o rancho estava a iniciar o trabalho, o capataz, conhecido pela alcunha do "Ramo em Pé" não era homem de esperas. A rapaziada, era sentada, em volta de uma fogueira feita com vides (pequenos ramos, das videiras, em época de poda). A “rainha” mandara atear, o lume que viria a servir pelas 10 horas, tempo em que uma mulher mais velhota, começava aquecer, no Cambariche, as pequenas panelas de esmalte azul, algumas já muito descoloridas,por tanta queimadura, com a comida para o almoço. A refeição durava uma hora,tomada em grande pressa, pois o tempo era escasso e tinham de cuidar também dos filhos. As companheiras, que não tinham ali os filhos davam uma preciosa ajuda. O almoço muitas vezes era uma saborosa sopa, feita um ou dois dias antes para a ceia)(1). Alguns homens, aproveitavam o lume e ali faziam o agora famoso "Torricado". Cortavam um pão de quilo já duro, ao meio,faziam com a navalha,pequenos quadrados,espetavam-no numa vara que verga-se (de salgueiro, ou de marmeleiro) e, a uma distância, que num lume brand o pão torrava até aloirar levemente. Este era depois, untado com toucinho cozido, azeite ou alguma sardinha assada. Era por vezes o almoço dos trabalhadores rurais.
A pequena Olinda, desde a nascença dificiente num pé, brincava mais com as raparigas. Os rapazes, à falta de outro entretém, escolhiam como alvo um pequeno aramado, que servia de capoeira, dos galináceos da Ti Laura. Um galo de grande porte, daqueles com cores; verde, azul e avermelhado, com uma crista bem vincada, que pedia meças a um pedaço de carne, pendurado debaixo do bico. O bichano, defendia com galhardia o seu espaço, dando grandes saltos, de peito em riste e, com as patas em sinal de ataque, mostrando as unhas, fazia-nos desertar para longe da contenda. As duas famílias, pescavam em pequenos barcos varinos(conhecidos por bateiras),nas águas do Tejo e, a venda do peixe era feito no cais da vala de Salvaterra de Magos. Ali estavam sempre dois guardas-fiscais, do Posto daquela polícia, sediado num edifício junto ao Fontanário do antigo Largo de S. Sebastião.
A Ti Laura, tinha de remar durante horas a fio, para colmatar todo aquele esforço, afogava-se nos no vinho, cuja garrafa tinha sempre à mão. Então ouvia do marido; Bebe… Bebe… Laura, que és um homem aos remos.
O povo rural, depressa passou a usar aquela forma doentia de incentivar um esforço de trabalho, especialmente por uma mulher. Muitas e muitas gerações já passaram, ainda aqui e ali se ouve em Salvaterra de Magos, esta “bizarria”. Bebe, Bebe, Laura…! És um homem aos remos.
(1) - Sendo uma refeição que se comia em toda a Leziria ribatejana, a sopa; era composta de feijão branco, ou vermelho, couve,batata,cenoura,uns pedaços de carne de porco e algumas rodelas de chouriço preto e outras do encarnado e às vezes uma farinheira * Nos tempos modernos é servida, na restauração como: Sopa da Pedra * Foto de: Luis Vasconcelos - 1983 (Jornal O Diário)
JOSÉ GAMEIRO
Por Por norma, os rapazes, tinham tarefas mais exigentes a cumprir. Eu, por exemplo: todas as tardes (a escola era de manhã), antes das horas da brincadeira, (a rua era o meu espaço) tinha a meu encargo entre outras coisas, levar um balde com comida ao porco, que estava num rodeio. Era uma caminhada, de cerca de um Km, desde a Capela da Misericórdia até à zona das pocilgas, por detrás do Cemitério de Salvaterra de Magos. Todos os dias, à tardinha, lá ia buscar uma garrafa de leite, que meu avô paterno, tirava da vaca e oferecia ao neto, meu irmão Cassiano. Outros dias, tinha a responsabilidade de recolher as sobras de comida (as leveduras), que eram juntas em diversas casas, e serviam para alimentar o porco que se engordava, para aumentar o pecúlio familiar. No verão, lá ia regar uma pequena “boiça”, num terreno a caminho da Praia dos Tesos, espaço que muitas famílias trabalhavam como hortado.
Ali, cultiva-se de tudo, dava para alimentar a família e vender nos pequenos espaços comerciais da vila. Tudo isto se passava, enquanto criança dos meus apenas 8/9 anos de idade. Com tais encargos diários, o sentido da responsabilidade era incutido às crianças, que serviria para a sua vida futura. Naquela geração, mesmo com as restrições próprias da época, vieram para a vida ativa do país; médicos, advogados, padres, operários, etc.
O tempo mudou. Novas gerações vieram, as crianças desde o berço vão para a Creche, depois o jardim de Infância, a seguir o Primeiro-Ciclo, acabando na Universidade,já na idade adulta. Pelo meio desta caminhada perdendeu-se o convivio no ambiente familiar, os pais deixaram de ter tempo para ouvir os filhos.
Os jovens ainda mal sabem falar e escrever a língua de Camões,já carregam sobre si tantos vícios,muitos deles os acompanharão pela vida fora. Os novos tempos trouxeram-lhes de mão beijada, telemóvel, computador, bebidas consumidas a rodos e cigarros nas mãos, encargos que os pais têm de suportar.
Quando a idade da transformação aparece, quer nos rapazes, quer nas raparigas, a confusão da "feitura da personalidade" instala-se, não foram ensinados, não aceitam responsabilidades, mesmo pequenas do dia-a-dia. Por tudo e por nada, vai-se à escola, pedir messas aos educadores; os meninos estão traumatizados!...
É preciso um psicólogo, dizem os alunos, dizem os pais e dizem os professores. Os desacatos, na escola de hoje bradam aos céus, com casos de grave violência, onde subressai o Bollyng, que alguns ainda se deleitam a mostrar gravados, no seu espaço das redes-sociais. As adolescentes mães-solteiras, pululam por aí. O casamento deixou de ser um ato sério e assumido, ao mais pequeno "sarapatéu", aí está o divórcio, muitas vezes com filhos pequenos e entregues aos já idosos avós, porque os pais querem continuar uma vida de irresponsabilidade.
Quanto tenho saudades, daquela forma de ser educado. Da minha prof. Natércia Rita Assunção, que em 1986, fiz parte do grupo que lhe prestou sincera e merecida homenagem, pois durante 40 anos, gritou: “Canalha Reles!....
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